Moraes nega remoção de Bolsonaro para hospital devido a queda em cela da PF
07 janeiro 2026 às 08h42

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A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), manteve o ex-presidente Jair Bolsonaro na cela da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília (DF), após uma queda registrada na madrugada desta terça-feira, 6. O pedido de remoção para atendimento hospitalar foi negado com base em avaliação médica da própria Polícia Federal.
Segundo o despacho, o médico da PF constatou apenas ferimentos leves e não identificou necessidade de encaminhamento imediato para unidade hospitalar. “O médico da Polícia Federal constatou ferimentos leves e não identificou necessidade de encaminhamento hospitalar, sendo indicada apenas observação”, registrou Moraes.
Diante desse parecer, o ministro afirmou que não haveria “nenhuma necessidade de remoção imediata do custodiado para o hospital”.
Na mesma decisão, Moraes informou que a defesa de Bolsonaro foi orientada pelo médico particular do ex-presidente de que ele teria direito à realização de exames, “desde que previamente agendados e com indicação específica e comprovada necessidade”.
O ministro também determinou que a defesa informe quais exames seriam necessários, para que “se verifique a possibilidade de realização no sistema penitenciário”.
A esposa do ex-presidente, Michelle Bolsonaro, publicou mensagem nas redes sociais relatando que o marido teve uma “crise” durante a madrugada. “Meu amor não está bem. Durante a madrugada, enquanto dormia, teve uma crise, caiu e bateu a cabeça no móvel”, escreveu.
Michelle afirmou ainda que o atendimento médico ocorreu apenas pela manhã desta terça-feira, por volta das 9h, quando Bolsonaro foi chamado para a visita. Segundo ela, a demora ocorreu porque o quarto “permanece fechado”.
Na postagem, a ex-primeira-dama acrescentou que Bolsonaro não se lembrava “quanto tempo ficou desacordado” e que seriam necessários exames para verificar eventual “trauma ou possível dano neurológico”.
À imprensa, o médico Cláudio Birolini, responsável pelo atendimento ao ex-presidente, informou que Bolsonaro sofreu um “traumatismo leve”.
