Nesta terça, justiça leva a júri mulher acusada de matar empresário e ocultar corpo em Araguaína
13 abril 2026 às 16h06

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A técnica de enfermagem Rejane Mendes da Silva, de 45 anos, será submetida a júri popular nesta terça-feira, 14, no Fórum da Comarca de Araguaína, no norte do Tocantins. Ela é acusada de matar o empresário José Paulo Couto, de 75 anos, com quem mantinha um relacionamento de longa data. As informações são do AF Notícias.
De acordo com a denúncia do Ministério Público, o crime ocorreu no dia 9 de julho de 2025, na residência da acusada, no setor Parque Sonhos Dourados. O caso ganhou grande repercussão na cidade pela violência e pelas circunstâncias em que teria sido cometido.
A acusação sustenta que o homicídio foi motivado por um conflito financeiro entre os dois. Conforme apurado, o empresário contribuía mensalmente com despesas da acusada, como aluguel e contas básicas, com valores que variavam entre R$ 1.600 e R$ 1.800. No entanto, no mês do crime, ele teria reduzido o valor para cerca de R$ 600, o que teria provocado um desentendimento.
Em depoimento, Rejane afirmou que, após a discussão, imobilizou o empresário dentro da própria casa. A investigação aponta que, temendo ser denunciada, ela decidiu matá-lo. O Ministério Público descreve que a vítima foi submetida a violência antes de morrer, em circunstâncias que configurariam meio cruel e impossibilidade de defesa.
Após o crime, a acusada teria subtraído bens da vítima, incluindo joias, relógio e telefone celular. Ainda segundo a denúncia, ela adulterou a placa do veículo do empresário com o uso de fita isolante e pediu a um conhecido que deixasse o carro em outro ponto da cidade, sem relatar o ocorrido.
No dia seguinte, 10 de julho, Rejane teria solicitado ajuda da irmã, Lindiana Mendes da Silva, para retirar o corpo da residência. Conforme as investigações, o cadáver foi enrolado em lençóis e transportado no veículo da vítima. Inicialmente, a irmã teria se recusado a participar, orientando que ela procurasse a polícia, mas acabou cedendo.
O corpo foi abandonado em uma área sob uma ponte, nas proximidades da Avenida Filadélfia, entre o setor JK e a rodovia TO-222. A localização ocorreu após denúncia anônima.
O caso foi elucidado pela Polícia Civil em poucos dias e resultou na denúncia por homicídio qualificado, com agravantes como motivo torpe, meio cruel, asfixia e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. Além disso, a acusada também responde por furto, adulteração de sinal identificador de veículo e ocultação de cadáver.
O julgamento deve analisar as circunstâncias do crime e a responsabilidade da acusada, diante das provas reunidas ao longo da investigação.

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