O Tocantins registrou, em 2025, o afastamento de 22 crianças e adolescentes de situações de trabalho infantil, segundo dados divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O número coloca o estado entre os que tiveram menor quantidade de ocorrências no país, atrás apenas do Acre, com um caso, e do Amapá, com sete.

Em nível nacional, cerca de 4 mil crianças e adolescentes foram retirados de atividades irregulares ao longo do ano. De acordo com a Auditoria Fiscal do Trabalho, aproximadamente 80% dos casos envolviam as piores formas de exploração, com riscos à saúde, à segurança e ao desenvolvimento dos menores.

Entre os estados com maior número de afastamentos, Minas Gerais liderou com 830 resgates, seguido por São Paulo, com 629, e Mato Grosso do Sul, com 235.

Segundo o coordenador nacional de fiscalização do trabalho infantil, Roberto Padilha, os resultados refletem o compromisso das autoridades com a erradicação do trabalho infantil e destacam a necessidade de planejamento contínuo para garantir a proteção de crianças e adolescentes.

As ações são estruturadas a partir de quatro frentes principais: uso de dados e evidências para orientar fiscalizações; enfrentamento contínuo das diferentes formas de exploração; qualificação técnica de auditores-fiscais; e aprimoramento da gestão da inspeção do trabalho.

Um dos destaques foi a consolidação do Grupo Especial Móvel de Combate ao Trabalho Infantil (GMTI), que passou a atuar com equipe permanente em todo o país. O grupo tem prioridade em regiões e setores com maior incidência de trabalho infantil.

Além do afastamento imediato das atividades irregulares, as operações também incluem o encaminhamento dos menores para a rede de proteção social, com acesso a serviços públicos e garantia de direitos básicos.