Operação com ações do BRB movimentou R$ 135 milhões em contas de Leonardo Ávila
19 fevereiro 2026 às 16h28

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A entrada de fundos ligados ao Banco Master no capital do Banco de Brasília (BRB) ocorreu a partir da cessão de direitos de subscrição feita pelo empresário Leonardo Ávila, proprietário da incorporadora Faenge, durante o aumento de capital do banco estatal realizado em 2024. Pela operação, passaram pelas contas de Ávila R$ 135 milhões.
Como já era acionista do BRB, Ávila tinha preferência para adquirir novas ações emitidas no aumento de capital, mas optou por transferir esse direito. Com isso, fundos e pessoas ligadas ao Master desembolsaram cerca de R$ 700 milhões para se tornarem acionistas do banco estatal.
Entre os novos acionistas estão um ex-sócio do Master, que passou a deter participação no BRB após a compra de ações por meio de fundo, e o fundador da Reag, João Carlos Mansur, que adquiriu ações do BRB por intermédio de fundo administrado pelo Master. Mansur investiu R$ 193,2 milhões no fundo Celeno para obter participação societária no banco.
O proprietário do Master, Daniel Vorcaro, também se tornou acionista do BRB por meio da holding Titan. Nesse caso, foram pagos R$ 194 milhões por ações que pertenciam ao Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia Segóvia.
Por meio de assessoria de imprensa, Ávila afirmou que a cessão do direito de subscrição “foi gratuita e sem nenhum benefício pessoal”. “Fora a cessão dos direitos de subscrição, reafirma-se que não há – e nem nunca houve – nenhuma relação comercial, profissional ou de serviços com o Banco Master ou a Reag”, declarou a assessoria da Family Office de Leonardo Ávila.
“A cessão de direitos à subscrição foi feita em documento do Banco Bradesco, custodiante à época, e posteriormente o referido aumento de capital foi homologado pelo órgão fiscalizador, Banco Central.” A nota acrescenta que a Faenge não possui vínculo com a subscrição das ações.
Conforme já noticiado pelo Metrópoles, a Reag e o Banco Master adquiriram ações do BRB por meio de fundos de investimento.
A Polícia Federal instaurou um inquérito para apurar manobras societárias relacionadas ao ecossistema do Master e ao BRB.
