PF aponta que banqueiro Daniel Vocaro teria articulado agressão contra jornalista
04 março 2026 às 10h08

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O presidente do Banco Master, Daniel Vorcaro, preso nesta quarta-feira, 4, é apontado pela Polícia Federal como responsável por articular a contratação de um grupo para agredir o jornalista Lauro Jardim, colunista do jornal O Globo. A informação foi divulgada em reportagem da Rádio CBN e confirmada por fontes ligadas à investigação.
De acordo com a PF, Vorcaro administrava um grupo de WhatsApp chamado “A Turma”, que teria sido utilizado para acompanhar a rotina de pessoas consideradas opositoras e planejar ataques contra elas, incluindo jornalistas que publicaram reportagens sobre o banqueiro.
Entre os integrantes do grupo estariam o cunhado de Vorcaro, Fabiano Zétel, um policial civil aposentado identificado como Marilson Silva e outro participante apontado como responsável por executar ações violentas, Luís Mourão.
Mensagens obtidas durante a investigação indicariam que o plano era agredir o jornalista e “quebrar os dentes” dele. Segundo Lauro Jardim, a intenção seria simular um assalto para encobrir a agressão.
“A ideia explicitada nessa troca de mensagens era, primeiro, me monitorar para descobrir coisas ruins contra mim. Em segundo lugar, era simular um assalto. Segundo o próprio Vorcaro, ele queria quebrar meus dentes”, afirmou o jornalista em entrevista.
Ainda conforme Jardim, o banqueiro teria demonstrado irritação com reportagens publicadas a seu respeito e defendido que seria necessário tomar alguma medida contra ele.
A Polícia Federal também aponta que as mensagens e o suposto planejamento de agressão contribuíram para o pedido de prisão preventiva apresentado à Justiça no âmbito da investigação. Além do jornalista, outros nomes considerados adversários também teriam sido mencionados nas conversas analisadas pelos investigadores.
