PM é sentenciado a mais 30 anos de prisão por duplo homicídio com características de extermínio no sul do Tocantins
03 março 2026 às 10h53

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Depois de oito anos após os homicídios registrados na Vila São José, em dezembro de 2017, o Tribunal do Júri de Gurupi sentenciou o policial militar Edson Vieira Fernandes, conhecido como “Lobão”, a mais de 35 anos de prisão em regime fechado pela morte de dois jovens. A decisão também estabelece o pagamento de R$ 100 mil de indenização aos herdeiros de cada vítima.
Conforme a acusação do Ministério Público do Tocantins (MPTO), os crimes apresentaram características de extermínio e teriam sido motivados por uma suposta prática de “limpeza social”. Os jurados reconheceram as qualificadoras de crueldade e impossibilidade de defesa das vítimas.
Wesley Oliveira da Luz foi morto primeiro, e por esse crime a pena fixada foi de 16 anos, 7 meses e 15 dias de reclusão. Na sequência, Geovane Miguel da Silva foi assassinado, o segundo homicídio foi classificado como “queima de arquivo”, sob o entendimento de que teria sido cometido para assegurar a impunidade do anterior. A condenação por essa morte foi de 19 anos de prisão.
Edson Vieira Fernandes já cumpre pena de 16 anos pelo assassinato da Daniela Cicarelli, mulher trans morta a tiros no ano de 2018, em processo com trânsito em julgado. Ele permanece detido no Batalhão da Polícia Militar de Gurupi.
Procurada pela imprensa, a Polícia Militar do Tocantins não se manifestou até a última atualização desta reportagem. A defesa do policial não foi localizada.
