O Porto de Itaqui, localizado em São Luís (MA), vem consolidando sua posição como principal corredor logístico para o escoamento da produção agrícola do Tocantins e dos demais estados que compõem o Matopiba — região formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

Considerado o principal porto público do Arco Norte, Itaqui desempenha papel estratégico para as exportações brasileiras, especialmente de soja e milho produzidos no Centro-Norte do país. Atualmente, o corredor logístico já responde por cerca de 38% das exportações da safra nacional.

Para o Tocantins, a estrutura representa uma alternativa mais próxima e eficiente em relação aos portos das regiões Sul e Sudeste, reduzindo custos logísticos e o tempo de transporte até os mercados internacionais.

A competitividade do corredor é reforçada pela integração entre rodovias, ferrovias e o transporte marítimo. Um dos principais eixos dessa conexão é a Ferrovia Norte-Sul, que atravessa o Tocantins e permite o transporte de grãos produzidos no estado até o terminal portuário maranhense.

Além da exportação da produção agrícola, o Porto de Itaqui também é uma das principais portas de entrada de fertilizantes utilizados no agronegócio brasileiro, insumo essencial para a manutenção da produtividade das lavouras tocantinenses.

Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, a localização geográfica do porto aproxima a produção do Matopiba dos mercados da Europa, América do Norte e Ásia, ampliando a competitividade dos produtos brasileiros no exterior.

O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, destacou que o Arco Norte deixou de ser uma alternativa secundária e se tornou uma rota estratégica para o desenvolvimento econômico do país.

“O Arco Norte deixou de ser uma promessa e se tornou uma realidade indispensável para a competitividade brasileira. Itaqui oferece eficiência e agilidade, aliviando a pressão sobre os portos do Sul e Sudeste e criando uma rota de exportação muito mais inteligente”, afirmou.

Investimentos e expansão

Para ampliar a capacidade operacional do complexo, o governo federal e o governo do Maranhão anteciparam a renovação da administração portuária até 2051. A medida garante um plano de investimentos estimado em R$ 1,3 bilhão para os próximos anos.

Também estão previstos aportes privados destinados à modernização de terminais e ampliação da infraestrutura logística.

A presidente do Porto do Itaqui, Orquelina Costa, destacou que um dos diferenciais do complexo é a profundidade natural dos berços de atracação, que variam entre 12 e 26 metros, permitindo a operação de embarcações de grande porte.

“Essa infraestrutura natural, somada aos investimentos contínuos em tecnologia e sustentabilidade, nos coloca em posição de vanguarda no comércio exterior”, afirmou.

Impacto para o Tocantins

O fortalecimento do Porto de Itaqui tem impacto direto na economia tocantinense, especialmente para os municípios produtores de grãos. A integração logística favorece o aumento da competitividade do agronegócio estadual, reduz gargalos no transporte e amplia o acesso dos produtos tocantinenses aos mercados internacionais.

Com a expansão do Arco Norte e os investimentos previstos para os próximos anos, a expectativa é que o corredor continue ganhando participação no escoamento da safra nacional, reforçando o papel do Tocantins como um dos principais produtores agrícolas do país.