A Prefeitura de Palmas informou nesta quarta-feira, 19, que os três guardas metropolitanos que estavam de plantão no dia 15 de fevereiro, data em que foi registrado um caso de violência sexual nas proximidades da Base da Graciosa, foram afastados de suas funções até a conclusão das investigações administrativas.

De acordo com nota divulgada pela gestão municipal, a Guarda Metropolitana de Palmas instaurou sindicância investigativa por meio da Portaria nº 005/2026 para apurar a conduta dos agentes. A apuração está sob responsabilidade da Corregedoria da corporação.

Segundo a Prefeitura, a medida busca investigar possível omissão dos servidores diante da ocorrência, nas adjacências da base da GMP na Praia da Graciosa. O afastamento é cautelar e permanecerá vigente até que os fatos sejam esclarecidos e eventual responsabilidade administrativa seja definida.

A administração municipal informou ainda que a comissão designada conduzirá os trabalhos com o objetivo de preservar o interesse público e a integridade institucional.

Vídeos mostram diferentes ângulos da ocorrência

O caso ganhou repercussão após a circulação de vídeos nas redes sociais, uma das imagens mostra que o ato ocorreu no gramado em frente à base de segurança, ao lado da faixa de areia, e também diante de uma viatura da Guarda Metropolitana estacionada no local.

Outro vídeo, que apresenta um segundo ângulo da mesma situação, teria sido gravado de dentro do prédio público onde funciona a base da corporação, o que aumentou os questionamentos sobre a eventual atuação dos agentes que estavam de serviço.

Caso é investigado pela Polícia Civil

O procedimento administrativo ocorre paralelamente à investigação criminal conduzida pela Polícia Civil do Tocantins. De acordo com informações já divulgadas pelas autoridades, o homem que aparece nos vídeos se apresentou espontaneamente à polícia e foi ouvido. Ele responde à investigação em liberdade, já que não houve prisão em flagrante. A Prefeitura de Palmas informou anteriormente que também encaminhou o caso ao Ministério Público do Tocantins para acompanhamento.