Primeira captação de órgãos de 2026 no HGP garante transplantes para cinco pacientes
16 março 2026 às 07h53

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A primeira captação de órgãos de 2026 no Hospital Geral de Palmas (HGP) foi realizada neste domingo, 15, e possibilitou a doação de rins, córneas e fígado para transplante. O procedimento contou com a participação de uma equipe especializada de Minas Gerais, formada por médicos e enfermeiros que se deslocaram até a capital tocantinense para realizar a captação. Ao todo, cinco pessoas devem ser beneficiadas com os órgãos doados.
O doador foi Alex de Albuquerque Silva, de 33 anos. Ele estava internado na unidade desde o dia 3 de março, após sofrer um acidente de trânsito, e teve a morte encefálica confirmada pela equipe médica na sexta-feira, 13. Antes de ser levado ao centro cirúrgico, familiares, amigos e profissionais de saúde participaram de uma homenagem no hospital, um corredor foi formado para a passagem do leito enquanto pessoas próximas cantavam louvores em sinal de despedida.
De acordo com a família, Alex já havia manifestado em vida o desejo de ser doador de órgãos. A irmã dele, Alexandra da Silva Costa, afirmou que a decisão de autorizar a doação buscou respeitar essa vontade. Segundo ela, o gesto representa uma forma de continuidade do propósito de ajudar outras pessoas. Alexandra também ressaltou a necessidade de ampliar o debate sobre a importância da doação de órgãos, destacando que ainda existe resistência e desinformação sobre o tema, mesmo diante da demanda de pacientes que aguardam por transplantes.
No Hospital Geral de Palmas, o acompanhamento das famílias durante o processo é realizado pela Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT), responsável por conduzir o diálogo sobre a possibilidade de doação e orientar todas as etapas do procedimento. Entre os órgãos e tecidos que podem ser captados na unidade estão fígado, rins e córneas, além de coração e pâncreas.
A enfermeira Junya Rafaela, integrante da equipe da CIHDOTT do hospital, destacou que a autorização familiar é determinante para que o processo ocorra. Segundo ela, mesmo em um momento de dor, a decisão pode representar esperança para pacientes que aguardam por transplantes.
A coordenadora da Central Estadual de Transplantes do Tocantins (CETTO), Tatiana Oliveira, explicou que o processo de doação envolve integração entre diferentes equipes e exige organização técnica e sensibilidade no atendimento às famílias.
Em 2025, cinco famílias autorizaram a doação de órgãos de parentes atendidos na unidade, o que possibilitou a captação de múltiplos órgãos destinados a transplantes.
