Após os movimentos recentes do senador Irajá Abreu, que abriram uma crise interna no PSD tocantinense, integrantes da legenda avaliam que a tensão deve perder força nas próximas semanas e descartam qualquer mudança no comando estadual do partido. Segundo interlocutores ouvidos pelo Jornal Opção Tocantins nesta terça-feira, 14, a expectativa é de que prevaleça um entendimento em torno da necessidade de unidade para a disputa eleitoral de 2026.

Nos bastidores, dirigentes afirmam contar com o respaldo do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, para a manutenção da atual estrutura partidária. A avaliação dentro do grupo é que a aliança construída com o PT e o eventual engajamento do presidente Lula na campanha de Laurez Moreira ao governo poderão dar novo impulso ao projeto eleitoral da legenda no estado.

No mesmo momento em que tenta reduzir a temperatura interna, o PSD também precisou acomodar a entrada do ex-deputado federal César Halum, pré-candidato a deputado estadual, na coordenação da campanha presidencial de Ronaldo Caiado no Tocantins. De acordo com interlocutores do partido, a definição foi construída previamente com a direção estadual e atendeu a um pedido de Kassab para que a pré-candidatura do ex-governador de Goiás tivesse uma estrutura política no estado.

A leitura dentro do PSD é que a participação de Halum na campanha nacional não interfere na aliança local com o PT. Integrantes da legenda afirmam que a escolha levou em consideração o perfil político do ex-deputado e sua proximidade com setores ligados ao agronegócio, segmento que também compõe a base eleitoral de Caiado.

Outra definição aguardada pela cúpula do partido envolve a escolha do candidato a vice-governador na chapa de Laurez. Pesquisas internas que devem chegar às mãos da direção estadual ainda nesta semana servirão de base para a decisão sobre o perfil que completará a composição majoritária, incluindo a possibilidade de uma candidatura feminina.

O PSD também decidiu transferir sua convenção estadual, inicialmente prevista para 20 de julho, para 4 de agosto. Segundo integrantes da legenda, a mudança busca concentrar a mobilização política na reta final da pré-campanha e aproximar o evento do início oficial da disputa eleitoral.