Uma carreta caiu no Rio Tocantins durante a travessia por balsa entre os municípios de Pedro Afonso e Tupirama, no final da tarde desta segunda-feira, 13. O acidente aconteceu durante a operação da embarcação, utilizada como alternativa após a interdição preventiva da ponte da BR-235. Até o momento, não há registro oficial de feridos.

Segundo informações preliminares obtidas pelo Jornal Opção Tocantins, o veículo transportava uma carga de soja. As circunstâncias do acidente, no entanto, ainda não foram esclarecidas oficialmente.

Relatos de moradores da região indicam que a balsa teria encalhado pouco depois de deixar o porto de Pedro Afonso. Para tentar desencalhar a embarcação, uma máquina carregadeira teria sido utilizada para empurrá-la. Durante essa manobra, a carreta que estava sobre a balsa teria se deslocado e caído no rio.

Testemunhas disseram que o veículo poderia não estar devidamente calçado antes do início da travessia.

Ainda conforme os relatos recebidos pela reportagem, a balsa permaneceu no local com os demais veículos embarcados após a ocorrência.

Moradores ouvidos pelo Jornal Opção Tocantins afirmam ainda que episódios de encalhamento das balsas têm sido frequentes desde que a travessia passou a substituir o fluxo pela ponte da BR-235.

Ponte segue interditada

A travessia por balsa foi implantada após a interdição preventiva da ponte sobre o Rio Tocantins, na BR-235, que liga Pedro Afonso a Tupirama.

A estrutura está fechada para o tráfego de veículos desde maio de 2026, depois que inspeções identificaram deslocamentos no vão central e fissuras em elementos estruturais. Segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), a medida foi adotada para garantir a segurança dos usuários enquanto são realizados estudos técnicos sobre as condições da ponte.

Como parte dessas análises, o Dnit realizará uma prova de carga instrumentada na estrutura. O ensaio consiste no posicionamento controlado de caminhões carregados sobre a ponte, enquanto sensores monitoram deslocamentos, deformações, inclinações e vibrações. O objetivo é avaliar o comportamento da estrutura sob uma carga conhecida e comparar os resultados com os modelos de cálculo utilizados pelos engenheiros.

De acordo com o Dnit, o laudo técnico final deverá ser concluído até 17 de julho de 2026. O documento indicará se a ponte poderá ser recuperada ou se será necessária sua substituição.

Caso a recuperação seja considerada viável, o tráfego será liberado para veículos leves. Os veículos pesados, por sua vez, continuarão utilizando o sistema de balsas para realizar a travessia entre Pedro Afonso e Tupirama.

O Jornal Opção Tocantins solicitou posicionamento ao Dnit e aos responsáveis pela operação das balsas sobre as circunstâncias do acidente e atualizará esta reportagem assim que houver manifestação oficial.