A convenção estadual do PT e da Federação Brasil da Esperança, marcada para esta terça-feira, 4, deve confirmar o ex-deputado federal Paulo Mourão como candidato ao Senado pela aliança liderada pelo pré-candidato ao Governo do Tocantins, Laurez Moreira (PSD). A oficialização ocorre em meio a uma crise interna no PSD, após o senador Irajá Abreu retirar a autorização para indicação de seu nome na convenção da legenda e cobrar uma manifestação da direção nacional do partido.

Natural de Cristalândia (TO), Paulo Mourão tem uma trajetória de mais de três décadas na política tocantinense. Engenheiro agrônomo formado pela Universidade Federal de Goiás (UFG), ele foi deputado estadual, deputado federal por quatro mandatos e prefeito de Porto Nacional entre 2005 e 2009.

Mourão também já disputou o Governo do Tocantins, em 2018, e retorna ao cenário eleitoral como o único nome do PT na disputa ao Senado. A candidatura dele representa a presença da legenda na chapa de Laurez Moreira e reforça a aliança formada por PT, PCdoB, PV, PSD, PDT e PSB.

A convenção deve reunir lideranças estaduais e representantes do governo federal, entre eles os ministros Wellington Dias, do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, e George Santoro, dos Transportes. O evento também deve marcar a apresentação oficial da composição que disputará as eleições de 2026.

A confirmação de Mourão ocorre no mesmo momento em que a chapa enfrenta uma crise política. Até então, a aliança trabalhava com os nomes de Irajá Abreu (PSD) e Paulo Mourão para as duas vagas ao Senado. O movimento do senador pode deixar o grupo com apenas um candidato ao Senado, caso ele mantenha a decisão comunicada em ofício.

No documento, Irajá afirmou que não autoriza a utilização de seu nome ou imagem na convenção do PSD, criticou a condução do processo eleitoral pela direção estadual e pediu que a Executiva Nacional avalie os rumos da legenda no Tocantins.

O senador também citou a situação envolvendo Ivanete Lima, pré-candidata ao Senado lançada por ele. Segundo Irajá, houve um veto à candidatura dela sem diálogo com a pré-candidata, o que contribuiu para o desgaste interno no partido.

Em nota, o PSD Tocantins afirmou que Irajá desistiu da construção de sua candidatura à reeleição e negou que tenha discutido a substituição do senador por outro nome. A legenda declarou que as decisões da aliança foram tomadas por meio de diálogo entre os partidos.