A duplicação da BR-010 entre Palmas e Porto Nacional e a federalização do trecho entre Palmas e Paraíso do Tocantins avançaram mais uma etapa nesta sexta-feira, 26, durante o primeiro seminário promovido pela Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados. O encontro, realizado em Palmas por iniciativa do deputado federal Ricardo Ayres (Republicanos), reuniu representantes dos governos federal e estadual, da Prefeitura de Palmas e de órgãos ligados à infraestrutura para discutir os projetos considerados prioritários para a mobilidade da região central do Estado.

Segundo Ricardo Ayres, a audiência pública marca o início da consolidação das propostas que deverão resultar na conclusão dos projetos executivos. O parlamentar afirmou que os estudos de viabilidade da federalização do trecho entre Palmas e Paraíso estão em estágio avançado e permitirão integrar a BR-010 à BR-153, conectando dois dos principais corredores rodoviários do país.

O deputado explicou que a duplicação da BR-010 deverá ser acompanhada de intervenções dentro do perímetro urbano de Palmas. Entre elas estão a construção de viadutos na região de Taquaralto, na entrada dos Jardins Aurenys, no cruzamento da Quadra N-4 e em outros pontos considerados críticos para o trânsito. Segundo ele, o objetivo é garantir que a ampliação da rodovia também melhore a mobilidade urbana, com mais segurança para motoristas, usuários do transporte coletivo, ciclistas e pedestres.

Ricardo Ayres afirmou ainda que, após os seminários previstos em Paraíso do Tocantins e Porto Nacional, as sugestões da população serão incorporadas aos estudos técnicos. A partir dessa etapa, será possível concluir os projetos, definir os orçamentos e buscar os recursos necessários para execução das obras. Ele lembrou que a bancada federal já destinou R$ 14 milhões para elaboração dos projetos, sendo R$ 3 milhões provenientes de emenda de seu mandato.

O parlamentar também antecipou que pretende priorizar, no orçamento do próximo ano, recursos para a construção do viaduto de Taquaralto. Segundo ele, a definição das prioridades depende da conclusão dos projetos de engenharia, motivo pelo qual as audiências públicas foram organizadas para reunir contribuições técnicas e da comunidade antes do encaminhamento das obras.