Servidor preso em investigação sobre contrato das UPAs de Palmas é exonerado
17 junho 2026 às 08h29

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A Prefeitura de Palmas publicou nesta terça-feira, 16, a exoneração de Andreis Vicente da Costa do cargo de Assessor Especial de Planejamento Estratégico em Saúde da Secretaria Municipal da Saúde. A medida foi formalizada por meio da Portaria nº 727, assinada pelo secretário-chefe da Casa Civil, Rolf Costa Vidal, e tem efeitos retroativos a 10 de junho de 2026.
Segundo o documento, a exoneração ocorreu a pedido do próprio servidor, após solicitação registrada no Processo e-Palmas nº 00000.0.048671/2026. A portaria foi publicada seis dias após Andreis ser preso preventivamente durante a Operação Falsa Emergência, deflagrada pela Polícia Civil do Tocantins.
Andreis, que foi ex-superintendente de Atenção à Saúde, foi preso, sendo um dos alvos da investigação que apura supostas irregularidades na contratação da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Itatiba para administrar as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) Norte e Sul da capital. O contrato investigado prevê repasses de aproximadamente R$ 139 milhões.
De acordo com a investigação, ele teria participado de etapas do processo administrativo que resultou na contratação da organização social. A Polícia Civil e o Ministério Público apontam indícios de direcionamento do certame e de atuação coordenada entre agentes públicos e representantes da entidade contratada.
Além de Andreis, a operação também teve como alvo a então secretária municipal de Saúde, Dhieine Caminski, que foi presa preventivamente, e a empresária Cláudia Fernanda Cândido da Silva, apontada pela investigação como representante dos interesses da organização social contratada. Ela chegou a ser considerada foragida e se entregou nesta segunda-feira, 15.
Dhieine segue no cargo, apesar da nomeção de Ana Paula dos Santos Andrade Abadia como gestora interina da Secretaria da Saúde de Palmas (Semus). Ela acumula a função de secretaria-executiva da Escola de Saúde Pública.
As prisões foram mantidas pela Justiça durante audiência de custódia. Conforme os autos, os investigados são suspeitos de envolvimento em crimes como falsidade ideológica, corrupção, associação criminosa e lavagem de dinheiro. A decisão judicial destacou a necessidade da prisão para garantia da ordem pública e para preservar a instrução processual.
Após a prisão, a defesa de Andreis protocolou pedido de liberdade, que ainda aguarda análise da Justiça. Os advogados também solicitaram acesso integral aos autos da investigação.
Quando a operação foi deflagrada, a Prefeitura de Palmas informou que acompanhava o caso por meio da Procuradoria-Geral do Município e que aguardava acesso ao conteúdo das investigações para eventual posicionamento sobre o mérito das acusações.
