Sete dias após prisão por suspeita de fraude em contrato das UPAs, Dhieine Caminski é exonerada da Saúde de Palmas
17 junho 2026 às 15h37

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A Prefeitura de Palmas oficializou nesta quarta-feira, 17, a exoneração de Dhieine Caminski do cargo de secretária municipal de Saúde. A medida foi publicada no Diário Oficial do Município por meio do Ato nº 727-EX, assinado pelo prefeito José Eduardo de Siqueira Campos.
De acordo com o documento, a exoneração ocorreu a pedido da própria gestora e passa a produzir efeitos a partir da data da publicação. A saída ocorre sete dias após a prisão preventiva da ex-secretária, registrada em 10 de junho, durante a Operação Falsa Emergência, deflagrada pela Polícia Civil do Tocantins.
A investigação apura supostas irregularidades na contratação da organização social responsável pela gestão das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) Norte e Sul da capital, em um contrato estimado em aproximadamente R$ 139,1 milhões. Segundo os investigadores, há indícios de direcionamento no processo de seleção e atuação coordenada entre agentes públicos e representantes da entidade contratada.
Embora a exoneração só tenha sido formalizada nesta quarta-feira, Dhieine já estava afastada do comando da pasta desde o dia da operação, quando a Prefeitura designou Ana Paula dos Santos Andrade Abadia para responder interinamente pela Secretaria Municipal da Saúde.
Além de Dhieine, o ex-superintendente de Atenção à Saúde e lotado como assessor especial de Planejamento Estratégico em Saúde, Andreis Vicente da Costa, também foi exonerado pela Prefeitura. A saída dele foi publicada nesta terça-feira, 16, em portaria com efeitos retroativos à data da prisão, 10 de junho, e igualmente formalizada como “a pedido” do servidor.
Os dois casos fazem parte do conjunto de medidas administrativas adotadas após a deflagração da operação, que também teve como alvo a empresária Cláudia Fernanda Cândido da Silva, apontada como intermediadora dos interesses da organização social contratada. Os três investigados foram presos preventivamente.
As prisões foram mantidas pela Justiça durante audiência de custódia. Conforme os autos, há suspeitas de crimes como falsidade ideológica, corrupção, associação criminosa e lavagem de dinheiro, com a decisão judicial destacando a necessidade das medidas para garantia da ordem pública e preservação da instrução processual.
Desde o início da operação, a Prefeitura de Palmas afirma acompanhar o caso por meio da Procuradoria-Geral do Município. Os serviços das UPAs Norte e Sul seguem em funcionamento, segundo a gestão municipal.
Com as exonerações já formalizadas, a Secretaria Municipal da Saúde permanece sob comando interino até definição de novo titular.
