Super El Niño deve agravar estiagem no Tocantins e elevar consumo de água e energia
22 julho 2026 às 14h51

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O Super El Niño deve intensificar os efeitos da estiagem no Tocantins nos próximos meses, com temperaturas acima da média, redução das chuvas e aumento do risco de queimadas. Além dos impactos ambientais, o fenômeno também deve elevar o consumo de água e energia elétrica, exigindo atenção da população e planejamento das concessionárias responsáveis pelos serviços.
De acordo com os boletins da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) e da Organização Meteorológica Mundial (OMM), há alta probabilidade de o El Niño permanecer ativo até o início de 2027, podendo atingir intensidade forte ou muito forte entre outubro e dezembro.
Na Região Norte, os principais efeitos esperados são a diminuição das chuvas, o calor intenso e o prolongamento da estiagem. Esse cenário aumenta a pressão sobre os recursos hídricos, favorece a ocorrência de incêndios florestais e eleva a demanda por aparelhos de refrigeração, refletindo no consumo de energia elétrica.
Segundo a BRK Saneatins, responsável pelo abastecimento de água em diversos municípios tocantinenses, o período exige uso consciente da água para evitar desperdícios e preservar os mananciais.
“O consumo excessivo pode contribuir para a redução da disponibilidade de água e provocar oscilações no sistema de abastecimento”, afirma o diretor-presidente da concessionária, Cleber Renato.
Na área de energia, a Energisa Tocantins informou que acompanha diariamente as condições meteorológicas por meio de uma consultoria especializada. O monitoramento auxilia tanto no planejamento da operação do sistema elétrico quanto na orientação aos consumidores.
Segundo o analista de eficiência energética da Energisa Tocantins, Lutiary Basílio, o calor intenso faz com que aparelhos como ar-condicionado e ventiladores permaneçam ligados por mais tempo e trabalhem com maior intensidade.
“Com apoio da consultoria especializada, conseguimos monitorar a evolução das temperaturas, da umidade do ar e de outros indicadores que influenciam tanto a operação do sistema elétrico quanto o comportamento de consumo da população. Quando identificamos períodos de calor mais intenso, reforçamos as orientações para que as pessoas utilizem os equipamentos de forma eficiente”, explica.
A distribuidora orienta que os consumidores mantenham o ar-condicionado regulado em torno de 23°C, realizem a limpeza periódica dos filtros, utilizem o equipamento com portas e janelas fechadas e adotem hábitos que reduzam o desperdício de energia, como retirar aparelhos da tomada quando não estiverem em uso, aproveitar a iluminação natural e optar por equipamentos com Selo Procel A.
Além das medidas individuais, o cenário reforça a necessidade de preparação dos órgãos públicos para enfrentar uma estação seca potencialmente mais rigorosa, com ações voltadas à prevenção de queimadas, monitoramento dos mananciais e garantia da segurança hídrica e energética no Estado.
