A Polícia Civil concluiu a investigação sobre a morte do brigadista Sidiney de Oliveira Silva, assassinado a tiros em frente à própria casa, em Formoso do Araguaia, e apontou três investigados como mandante, intermediador e executor. As medidas judiciais relacionadas ao caso foram cumpridas nesta quarta-feira, 7, pela 3ª Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Gurupi.

O homem identificado como executor, C.R.N.G., teve a prisão preventiva decretada. Como já estava preso preventivamente por outro processo, foi notificado da nova ordem na unidade onde permanece custodiado.

Para W.V.A., apontado como intermediador, a Justiça também decretou prisão preventiva, mas a substituiu provisoriamente por prisão domiciliar em razão das condições de saúde e da idade avançada. Ele deverá permanecer integralmente em casa, usar tornozeleira eletrônica e passar por perícia médica oficial.

Já L.V.M.S., identificado pela investigação como mandante, foi submetido a medidas cautelares diversas da prisão. A decisão considerou que ele confessou participação no crime e determinou monitoração eletrônica, comparecimento periódico em juízo e proibição de sair da Comarca de Formoso do Araguaia sem autorização judicial.

Investigação aponta motivações distintas

Segundo a Polícia Civil, o suposto mandante contratou o executor por intermédio de W.V.A. e acertou valores para o homicídio. A motivação atribuída a ele está relacionada a um suposto relacionamento extraconjugal entre a vítima e sua esposa.

A apuração indica que o intermediador manteve contato com o executor, enviou previamente fotografias do brigadista e aproximou os demais envolvidos. Conforme a polícia, ele também teria interesse próprio no crime, pois Sidiney atuava no combate a crimes ambientais na região da Ilha do Bananal e teria contrariado seus interesses.

Quanto a C.R.N.G., a corporação informou que diferentes elementos reunidos no inquérito apontaram sua participação direta na execução do homicídio.

Disparos partiram de imóvel desocupado

Sidiney foi morto na manhã de sábado, 15 de junho de 2024, em frente à residência onde morava. De acordo com a investigação, os tiros foram disparados a partir de um imóvel desocupado nas proximidades.

Os dois investigados que estavam em liberdade compareceram à unidade policial em Gurupi, onde foram informados das decisões e submetidos às medidas determinadas. Os três estão proibidos de manter contato entre si e de contatar ou se aproximar das testemunhas e dos familiares da vítima relacionados no processo.

Com o encerramento das diligências, o relatório final do inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público para as providências cabíveis.