Tereza Cristina diz que discutiu pela primeira vez possibilidade de compor chapa com Flávio Bolsonaro
31 julho 2026 às 08h15

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A senadora Tereza Cristina (PP-MS) afirmou que a possibilidade de integrar uma chapa presidencial ao lado do senador Flávio Bolsonaro (PL), como candidata a vice-presidente da República, foi debatida pela primeira vez entre os dois. A declaração foi feita nesta quinta-feira, 30, por meio das redes sociais, após uma reunião em Brasília.
Segundo a parlamentar, o encontro foi dedicado à análise do cenário político para as eleições de 2026. Durante a conversa, também foi levantada a hipótese de uma composição entre ambos na disputa presidencial, mas ela destacou que não há qualquer decisão tomada e que o tema dependerá do entendimento entre as legendas.
A manifestação contrasta com o cenário apresentado no mês passado. Em julho, dirigentes do PL sustentavam que Tereza Cristina não pretendia integrar a chapa presidencial porque concentraria seus esforços na disputa pela presidência do Senado, prevista para 2027. Agora, a senadora reconhece que a possibilidade passou a ser discutida, embora afirme que não existe compromisso firmado.
Paralelamente, o PL continua as negociações para definir quem ocupará a vaga de vice. A legenda mantém diálogo com partidos do Centrão, principalmente o Republicanos e a federação formada por União Brasil e Progressistas, em busca de uma composição para a eleição de 2026.
Nos bastidores, integrantes do partido avaliam que uma aliança com essas siglas pode fortalecer a candidatura presidencial ao ampliar a base política e o tempo de propaganda eleitoral.
Além de Tereza Cristina, outros nomes seguem sendo cogitados para a vice, entre eles a ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques, ligada ao Republicanos, e as deputadas federais Simone Marquetto (PP-SP) e Clarissa Tércio (PP-PE).
A escolha do vice deverá ocorrer conforme avancem as negociações entre os partidos. Até o momento, tanto o Republicanos quanto a federação União Brasil-PP têm demonstrado preferência por manter uma posição de neutralidade na disputa nacional, preservando a autonomia de suas lideranças nos estados.
Até a publicação desta reportagem, Flávio Bolsonaro não havia comentado o teor da reunião.
