Tocantins registra uma das maiores quedas do varejo no país em julho, com retração de 2,5%
16 setembro 2026 às 09h21

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O comércio varejista do Tocantins registrou queda de 2,5% no volume de vendas em julho, na comparação com junho, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira, 15. O resultado coloca o estado entre os que tiveram maior retração no país durante o período, empatado com o Amapá e atrás apenas dos demais estados que também apresentaram resultados negativos.
A redução ocorreu em um cenário de perda de ritmo do comércio brasileiro. No país, as vendas do varejo recuaram 0,8% entre junho e julho, após uma alta de 0,3% no mês anterior. Ao todo, 20 das 27 unidades da Federação registraram queda no volume comercializado no período, enquanto apenas seis tiveram crescimento e Alagoas permaneceu estável.
No Tocantins, a retração mensal de 2,5% foi superior à média nacional. O estado teve o mesmo resultado do Amapá e ficou à frente de Mato Grosso, que apresentou queda de 2,2%. Na outra ponta, o Espírito Santo registrou o maior crescimento entre os estados, com alta de 3%, seguido por Sergipe, com 1,3%, e Rondônia, com 1,1%.
Apesar do resultado negativo na passagem de junho para julho, o desempenho regional apresenta outro cenário quando a comparação é feita com julho de 2025. Nessa base, 21 das 27 unidades da Federação tiveram aumento no volume de vendas. Os maiores avanços foram registrados no Espírito Santo, com 8,5%, em Pernambuco, com 7,1%, e no Acre e no Distrito Federal, ambos com alta de 6,6%.
O resultado de julho também ocorre em meio à desaceleração do comércio varejista brasileiro em outras bases de comparação. Na relação com julho de 2025, as vendas do país cresceram 1,2%, abaixo da alta de 2,8% registrada em junho. No acumulado de janeiro a julho, o varejo brasileiro apresenta crescimento de 1,8%, enquanto a variação em 12 meses chega a 1,6%.
Entre as atividades pesquisadas pelo IBGE, cinco das oito apresentaram queda em julho no país. O maior recuo foi registrado por móveis e eletrodomésticos, com baixa de 4,9%, seguido por livros, jornais, revistas e papelaria, com 4,2%. Tecidos, vestuário e calçados tiveram queda de 2,7%, enquanto outros artigos de uso pessoal e doméstico recuaram 2,2%. As vendas de supermercados, alimentos, bebidas e fumo caíram 0,2%.
O segmento de tecidos, vestuário e calçados apresentou ainda queda pelo segundo mês consecutivo no país. Depois de recuar 3,2% em junho, o setor registrou nova baixa em julho e apresentou redução de 4,7% na comparação com o mesmo mês de 2025. No acumulado do ano, a queda é de 0,9%, enquanto em 12 meses chega a 1,4%.
Na direção oposta, as vendas de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria cresceram 0,6% entre junho e julho. O mesmo percentual foi registrado por equipamentos de escritório, informática e comunicação, enquanto combustíveis e lubrificantes tiveram alta de 0,3%.
No recorte nacional, o setor farmacêutico também apresentou crescimento de 4,7% na comparação com julho de 2025 e acumula alta de 4,6% nos sete primeiros meses do ano. Já os supermercados, apesar da retração mensal de 0,2%, tiveram crescimento de 2,9% na comparação anual e foram o segmento que mais contribuiu para o resultado positivo do varejo nessa base.
Considerando o varejo ampliado, que inclui veículos e motos, material de construção e o atacado especializado em alimentos, bebidas e fumo, o volume de vendas do país cresceu 0,4% entre junho e julho. Na comparação anual, a alta foi de 1,8%. O segmento de veículos, motos, partes e peças cresceu 0,3% no mês e 5% em relação a julho de 2025, enquanto material de construção avançou 0,7% na comparação mensal.
