No Tocantins, os casamentos duram, em média, 9,7 anos até o divórcio, conforme dados do levantamento Brasil em Mapas. O índice está abaixo da média nacional projetada para 2025, que é de 13,7 anos, e reflete a tendência de redução no tempo das uniões observada nas últimas décadas no país.

Em âmbito nacional, o tempo médio dos casamentos caiu de 20 anos, em 1985, para 14,5 anos em 2005, chegando à projeção de 13,7 anos em 2025. Ao longo de quatro décadas, a redução acumulada é de 6,3 anos.

Em 2025, o tempo médio de um casamento é de 13,7 anos, mas os números revelam contrastes regionais profundos.

A Região Norte, onde o Tocantins está inserido, apresenta os divórcios mais precoces do país, com média de 9,5 anos. Na sequência aparecem o Centro-Oeste, com 10,5 anos, e o Sul, com 11,4 anos, ambos abaixo da média nacional.

Entre os estados, Roraima lidera com a menor média, de 9,1 anos, seguido por Rondônia (9,2), Amapá (9,5), Acre (9,6), Amazonas, Goiás e Brasília, DF, locais que concentram maior participação de evangélicos.

Já o Nordeste reúne os casamentos mais duradouros, com média de 13,3 anos, enquanto o Sudeste ocupa posição intermediária, com 11,6 anos.

Os maiores tempos médios de união estão no Nordeste, com destaque para Maranhão (14,2), Piauí (14,1) e Paraíba (14,0). Bahia (13,4), Ceará (13,6) e Pernambuco (13,2) também figuram entre os estados com maior duração dos casamentos, conhecidos por apresentarem maior percentual de católicos.

Em relação à idade, homens se divorciam, em média, aos 44,5 anos, enquanto mulheres aos 41,6. A diferença está relacionada à idade média ao casar e à maior expectativa de vida feminina.

Entre os fatores associados à redução no tempo das uniões estão a maior autonomia financeira das mulheres, o divórcio direto (Emenda Constitucional 66/2010) e as mudanças nas formas de relacionamento.

O casamento ainda é valorizado, mas a forma como ele é vivido mudou radicalmente. Em 40 anos, o Brasil deixou de lado a ideia conservadora de “para sempre” e passou a encarar a separação com mais naturalidade. O divórcio deixou de ser tabu e se tornou parte da trajetória pessoal.

Segundo a pesquisa, o que os números mostram é um país em transformação: as uniões ficaram mais curtas, mas também mais autênticas, em novos prazos e formatos. No fim, o dado mais revelador é que o casamento dura menos, mas talvez faça mais sentido enquanto durar.