Quatro investigados, sendo dois policiais militares, um servidor do sistema prisional e um homem apontado como agiota, são alvo de prisões preventivas na Operação Nêmesis, realizada nesta sexta-feira, 24, pela Polícia Civil do Tocantins. As decisões foram tomadas pela Justiça, que também determinou medidas cautelares contra o grupo.

No total, foram expedidas 13 ordens judiciais, incluindo os quatro mandados de prisão preventiva, seis de busca e apreensão e três de afastamento de funções públicas por 60 dias, além do recolhimento de armas. As medidas atingem os mesmos investigados apontados como núcleo da atuação.

Segundo a Polícia Civil, o grupo é suspeito de atuar de forma organizada na cobrança ilegal de dívidas, com uso de ameaças e intimidação e ainvestigação indica ainda que os policiais militares teriam utilizado armamento oficial e a condição funcional para pressionar vítimas.

O caso começou em Guaraí, onde um empresário de 45 anos contraiu um empréstimo com o suspeito apontado como agiota. De acordo com a apuração, os juros mensais chegaram a cerca de R$ 4 mil, o que levou ao aumento da dívida ao longo de mais de dois anos e mesmo após a venda do estabelecimento comercial da vítima, a cobrança continuou. Posteriormente, já em Palmas, onde o empresário abriu um novo negócio, as pressões por pagamento conitnuaram.

No dia 25 de fevereiro de 2026, o local foi invadido por pessoas que exigiam a quitação da dívida mediante ameaças, a mãe do empresário, de 65 anos, também teria sido intimidada, inclusive com exibição de arma de fogo. A investigação aponta que um dos suspeitos teria simulado o registro de ocorrência policial como forma de reforçar a cobrança.

A defesa informou que irá se manifestar após acesso aos autos e a Polícia Militar e a Secretaria da Cidadania e Justiça (Seciju) não haviam se posicionado até a última atualização.

*Com informações da TV Anhanguera