Trump aumenta imposto de importação para 15% e contesta decisão da Suprema Corte
21 fevereiro 2026 às 17h31

COMPARTILHAR
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste sábado, 21, a elevação da tarifa global sobre produtos importados de 10% para 15%, com aplicação imediata. A decisão foi divulgada por meio de uma publicação na rede Truth Social.
Segundo o presidente, a medida foi adotada após a análise de uma decisão recente da Supreme Court of the United States que limitou parte de sua política tarifária. Na sexta-feira, a Corte invalidou o pacote de tarifas implementado anteriormente, ao entender que o Executivo não possui autorização automática para impor esse tipo de cobrança sem respaldo do Congresso.
O julgamento foi relatado pelo presidente da Corte, John Roberts, que formou maioria ao defender a necessidade de autorização legislativa clara para sustentar a medida. Ficaram vencidos os ministros Clarence Thomas, Samuel Alito e Brett Kavanaugh.
A ação foi movida em 2025 por empresas afetadas pelas tarifas e por 12 estados norte-americanos, em sua maioria governados por democratas. Os autores questionaram o uso da Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA), de 1977, como fundamento para a imposição unilateral das taxas. Ao confirmar decisão de instância inferior, a Suprema Corte concluiu que houve extrapolação de competência por parte do presidente.
Na nova publicação, Trump afirmou que a elevação para 15% está dentro dos limites legais disponíveis e que sua administração deverá anunciar, nas próximas semanas, um novo conjunto de tarifas consideradas juridicamente válidas. Ele também reiterou que a política tarifária integra sua estratégia econômica e mencionou novamente o slogan “Making America Great Again”.
Após a decisão judicial, o presidente classificou o entendimento da Corte como “uma vergonha” e declarou que já contava com alternativas para manter a política de taxação sobre importações, conforme informou a agência Reuters. Segundo ele, a medida busca corrigir o que considera práticas comerciais desvantajosas aos Estados Unidos ao longo das últimas décadas.
