Trump questiona eleição brasileira sem apresentar provas e diz que gosta de Lula
26 outubro 2026 às 17h24

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira, 26, que a eleição presidencial brasileira “pareceu mais uma eleição fraudada”, sem apresentar provas ou indicar irregularidades que sustentem a declaração. O comentário foi feito um dia depois de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vencer o senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno.
“Eu não tomei partido, mas pareceu mais uma eleição fraudada”, disse Trump. “Para mim, pareceu muito ruim.”
Questionado sobre a possibilidade de tomar alguma medida em relação ao pleito, o presidente americano afirmou que não governa o Brasil e disse manter uma boa relação com Lula. Ele também criticou a prorrogação do horário de votação determinada pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF).
“Eu não governo o Brasil. Eu governo os Estados Unidos. Gosto do Lula. Me dou muito bem com ele, mas a prorrogação concedida foi muito estranha”, declarou.
O resultado foi confirmado pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, na noite de domingo, 25. Lula recebeu 51,79% dos votos válidos, enquanto Flávio obteve 48,21%. A diferença entre os dois foi de aproximadamente 4,4 milhões de votos.
Com a vitória, Lula se tornou o primeiro presidente brasileiro eleito quatro vezes pelo voto popular e o primeiro candidato à Presidência a vencer o segundo turno depois de terminar a etapa inicial da disputa em segundo lugar.
Contestação do resultado
Aliado de Trump, Flávio Bolsonaro afirmou que não reconheceria o resultado e que recorreria à Justiça para pedir a anulação da eleição. Em pronunciamento, o senador questionou a decisão que ampliou o horário de votação e alegou que fiscais de seu partido foram retirados de uma área de acompanhamento da apuração.
A prorrogação foi determinada por Zanin diante de relatos de dificuldades enfrentadas por eleitores em diferentes regiões do país. As duas campanhas haviam solicitado a ampliação do prazo.
A equipe de Lula apontou problemas no transporte público em pelo menos nove unidades da Federação. Já os advogados de Flávio pediram mais tempo para a votação em cidades atingidas por fortes chuvas, citando alagamentos, alterações em locais de votação e dificuldades de acesso às seções.
Na decisão, o ministro afirmou que a medida era necessária diante da gravidade dos relatos e da urgência. Posteriormente, esclareceu que o prazo até as 19h valeria apenas para as seções que ainda estavam abertas quando a ordem foi dada, sem reabertura daquelas que já haviam encerrado o atendimento.
Segundo o TSE, cerca de 35 mil pessoas votaram depois das 17h.
