Veja quem são os policiais militares e o servidor da Seciju presos por suspeita de atuação em esquema de agiotagem no Tocantins
24 abril 2026 às 09h09

COMPARTILHAR
A decisão que embasa a Operação Nêmesis detalha a atuação dos quatro investigados presos, nesta sexta-feira, 24, apontados como suposto núcleo de um esquema de agiotagem e extorsão em Guaraí e Palmas.
Tiveram a prisão preventiva decretada Francisco de Assis Gomes de Almeida, de 52 anos, morador de Guaraí; Roberto Plathyny Vieira Saraiva, de 36 anos, servidor contratado da Secretaria da Cidadania e Justiça (Seciju); e os policiais militares Valdimar Rufino de Sousa, de 47 anos, e Delcio Lima de Borba Junior, de 30 anos, ambos lotados no 7º Batalhão da Polícia Militar, em Guaraí, como sargento e soldado, respectivamente.
De acordo com o despacho, Francisco de Assis é apontado como responsável pelos empréstimos e principal beneficiário das cobranças com juros elevados, já Roberto Plathyny e Delcio Lima, conforme o juiz, teriam utilizado a estrutura pública e simulado ações típicas de atividade policial para intimidar vítimas e reforçar as cobranças. Valdimar Rufino é citado como participante direto das ações de pressão, atuando no cerco e na intimidação.
Além das prisões, a Justiça determinou o afastamento das funções públicas por 60 dias e o recolhimento das armas dos investigados. Também foram autorizados mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos suspeitos, incluindo residências e locais de trabalho, como unidades públicas.
A investigação contém indícios que os quatro atuavam de forma conjunta na cobrança de dívidas decorrentes de empréstimos com juros considerados abusivos. O caso envolve um empresário de 45 anos e a mãe dele, de 65, que relataram ameaças ao longo de mais de dois anos.
Segundo a decisão, há registros de vídeos, áudios e mensagens que indicam constrangimento e intimidação para forçar o pagamento. Entre os episódios citados está a invasão de um estabelecimento comercial em Palmas, em fevereiro de 2026, quando pessoas teriam exigido a quitação da dívida mediante ameaças, inclusive com exibição de arma de fogo.
O juiz responsável considerou que há elementos suficientes de autoria e materialidade, além de risco de continuidade das condutas, o que fundamentou a prisão preventiva. A decisão também menciona a necessidade de resguardar a ordem pública e garantir o andamento das investigações.
A defesa dos investigados informou que irá se manifestar após acesso aos autos e o caso segue em investigação para identificação de outros possíveis envolvidos. O Jornal Opção Tocantins aguarda posiconamento da Polícia Militar e da Seciju.
