Vicentinho reage a críticas por encontro com Vinicius Pires e diz que fiscalização das UPAs não pode ser alvo de constrangimento
17 junho 2026 às 10h33

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O deputado federal Vicentinho Júnior reagiu às críticas e especulações em torno de sua reunião com o vereador de Palmas Vinicius Pires, realizada em Brasília, e afirmou que não vê qualquer irregularidade em receber um parlamentar que busca informações sobre as investigações envolvendo a terceirização das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da capital.
A manifestação ocorreu após a divulgação de uma análise política que associou a agenda ao processo de disputa eleitoral para o governo do Tocantins em 2026. Segundo Vicentinho, a presença de Vinicius na capital federal teve como objetivo buscar esclarecimentos junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) sobre um tema que envolve recursos federais da saúde. No órgão, segundo informações apuradas pelo Jornal Opção Tocantins, eles teriam ficado por uma hora e depois teriam almoçado juntos.
“Se um vereador que fiscaliza ações de Palmas vem a Brasília tratar de um assunto que envolve recursos federais, qual é o problema de ser recebido por um deputado federal?”, questionou.
O parlamentar ressaltou que o caso das UPAs ganhou relevância após a deflagração da Operação Falsa Emergência, que resultou na prisão de investigados suspeitos de participação em irregularidades relacionadas ao contrato de gestão das unidades.
Vicentinho afirmou que o encontro ocorreu de forma pública e transparente. Segundo ele, tanto a entrada no TCU quanto os demais compromissos realizados ao lado do vereador seguiram os procedimentos normais de identificação e registro.
“Entrei no TCU com o vereador pela porta da frente. Há protocolos, registros e identificação de quem entra e quem sai. Não faço nada escondido”, declarou.
Questionamento sobre imagens
Durante a manifestação, o deputado também levantou dúvidas sobre a forma como imagens de sua agenda em Brasília foram obtidas. Ele informou que pretende solicitar à Polícia Legislativa da Câmara dos Deputados e aos responsáveis pelos locais visitados o acesso às gravações de segurança para verificar a origem dos registros.
Segundo Vicentinho, caso seja constatada alguma forma irregular de monitoramento ou captação de imagens, a situação deverá ser apurada pelas autoridades competentes.
“Vou pedir a averiguação da origem dessas imagens. Se houve algum tipo de constrangimento ilegal ou monitoramento indevido, isso precisa ser esclarecido”, afirmou.
Defesa das investigações
Ao comentar a Operação Falsa Emergência, o deputado disse que a atenção pública deveria estar concentrada nos fatos investigados pelas autoridades e não na agenda realizada por parlamentares.
“Os questionamentos precisam ser direcionados às razões que levaram às prisões e aos fatos que estão sendo investigados. Esse é o centro da discussão”, afirmou.
Vicentinho também rejeitou a ideia de que sua participação na campanha do prefeito Eduardo Siqueira Campos, em 2024, represente uma obrigação de defender a atual gestão municipal.
“Não pedi voto para conceder isenção a gestor público. Acertos e erros precisam ser avaliados e qualquer denúncia deve ser investigada”, declarou.
Disputa política
A reunião entre Vicentinho e Vinicius Pires ganhou repercussão porque o vereador é filiado ao Republicanos, partido comandado no Tocantins pelo governador Wanderlei Barbosa, enquanto o deputado é um dos nomes da oposição na corrida pelo Palácio Araguaia em 2026.
Para quem acompanhou o encontro, a aproximação reforçaria o caráter político e não técnico das denúncias relacionadas às UPAs. Já Vicentinho sustenta que a fiscalização de contratos públicos e a busca por informações em órgãos de controle fazem parte das atribuições de parlamentares e não deveriam ser interpretadas como movimentação eleitoral.
“O foco precisa continuar sendo a apuração dos fatos e a correta aplicação dos recursos públicos”, concluiu.
