A senadora Professora Dorinha Seabra (União Brasil) e o deputado federal Vicentinho Júnior (PSDB), candidatos ao governo do Tocantins, protagonizaram um embate sobre redução de impostos durante o primeiro bloco do debate promovido pelo SBT, nesta segunda-feira, 19. Dorinha acusou o adversário de contar “meias verdades” ao defender a redução do ICMS sobre energia elétrica e combustíveis sem esclarecer os efeitos da medida sobre as contas públicas.

A discussão começou quando Dorinha questionou a proposta de Vicentinho de reduzir em 15% o ICMS incidente sobre esses produtos. A senadora perguntou quanto o estado deixaria de arrecadar e quais áreas do orçamento poderiam ser afetadas. Ela também lembrou que parte da arrecadação do imposto é repassada aos municípios.

Vicentinho não apresentou uma estimativa de perda de receita durante a resposta. O deputado argumentou que a redução da carga tributária poderia atrair investimentos, estimular a produção e tornar o Tocantins mais competitivo. Também comparou o estado a Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, que, segundo ele, adotaram medidas para reduzir custos de produção.

O candidato aproveitou a pergunta para criticar o Fundo Estadual de Transporte (FET), cobrado do setor produtivo, e questionou por que Dorinha não havia solicitado ao governador Wanderlei Barbosa (Republicanos) a extinção imediata da cobrança. Vicentinho afirmou que a redução de impostos poderia representar bilhões de reais em novos investimentos, mas não apresentou cálculos que sustentassem essa projeção.

Na réplica, Dorinha criticou a ausência de uma resposta objetiva sobre o impacto orçamentário. “Candidato, o senhor conta sempre meias verdades. Eu fiz uma pergunta, o senhor é de orçamento, eu também sou”, afirmou.

A senadora também procurou diferenciar sua candidatura da atual administração estadual. Ao tratar do FET, disse que o governo Wanderlei tem seu próprio posicionamento, mas que, caso eleita, será responsável pelas decisões de sua gestão. Dorinha reafirmou o compromisso de reduzir impostos, desde que as medidas sejam acompanhadas de estudos sobre seus efeitos na arrecadação e de alternativas para compensar eventuais perdas.

O embate deixou sem resposta a principal questão apresentada pela senadora: quanto custaria aos cofres estaduais e municipais a redução tributária defendida por Vicentinho. Ao mesmo tempo, Dorinha não detalhou quais medidas adotaria para compensar a perda de receita decorrente de sua própria promessa de redução de impostos.