Advogada, sócia do Grupo Monte Sião e próxima do pastor Amarildo, Dalide Corrêa teria sido sondada para suplência de Gaguim
18 abril 2026 às 08h38

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O deputado federal Carlos Gaguim (União Brasil) fez sondagens ao nome da advogada Dalide Corrêa para a primeira suplência em uma eventual candidatura ao Senado. As tratativas, segundo relatos de bastidores, passam pelo crivo do pastor Amarildo Martins, que reúne uma das principais bases evangélicas do estado.
Dalide atua como sócia do Grupo Monte Sião, conglomerado agropecuário sediado em Porto Nacional que expandiu operações no Tocantins nos últimos anos e passou a circular também no ambiente político. A advogada tem histórico em Brasília, com passagens por órgãos federais e atuação junto a tribunais superiores. Em 2022, foi primeira suplente ao Senado em chapa pelo estado de Goiás. Na atualidade, Dalide está filiada ao Agir e possui domicílio eleitoral em Porto Nacional, onde está apta a votar, segundo consulta ao cadastro da Justiça Eleitoral.
O Grupo Monte Sião reúne negócios voltados à pecuária de alto padrão, genética animal e leilões, além de atuação em outros segmentos. Nos bastidores, o grupo é associado a articulações políticas e mantém relação direta com o pastor Amarildo, que comanda a Convenção Nacional das Assembleias de Deus no Maranhão e Tocantins (CONEMAD) e influencia uma rede de milhares de líderes religiosos.
Essa conexão ganhou peso durante o período em que o vice-prefeito Carlos Veloso (Agir) assumiu interinamente a Prefeitura de Palmas, após o afastamento judicial do prefeito Eduardo Siqueira Campos. Naquele intervalo, nomes ligados ao entorno de Dalide e ao grupo Monte Sião ocuparam postos estratégicos na administração municipal.
A Procuradoria-Geral do Município ficou sob responsabilidade de Priscila Alencar Veríssimo, apontada como sócia de Dalide. A Secretaria de Habitação foi ocupada por Jandir Vasconcelos, ligado ao deputado federal Filipe Martins, filho do pastor Amarildo. Já a representação do município em Brasília passou a ser comandada por Fábio Bernardino, aliado político do mesmo grupo.
A presença nas nomeações reforçou a leitura, entre aliados e adversários, de que o grupo ampliou influência no executivo municipal naquele período, ainda que sem participação formal direta nas disputas eleitorais.
No cenário atual, o nome de Dalide volta a circular como opção para composição majoritária. Interlocutores avaliam que o perfil, com base jurídica, capacidade financeira e ligação com o segmento evangélico, atende a critérios buscados por pré-candidatos ao Senado.
Também aparece no mesmo campo o próprio Carlos Veloso, citado como pré-candidato. Nos bastidores, a avaliação é que as movimentações não se sobrepõem neste momento, por se tratarem de articulações distintas dentro de um mesmo grupo de influência.
Não há definição. As conversas seguem em estágio inicial e dependem da consolidação de alianças, especialmente dentro do núcleo político e religioso liderado por Amarildo.
