Campelo cruza fronteiras políticas e atrai apoios de fora do grupo da majoritária que faz parte
28 abril 2026 às 17h35

COMPARTILHAR
Em meio à montagem das chapas proporcionais, a pré-campanha de Lucas Campelo à Câmara Federal passou a incorporar apoios que não seguem a divisão da disputa ao governo do estado.
Em Araguaína, o vereador Marcus Duarte (PRD) passou a integrar a articulação de Campelo. Os dois são colegas de Câmara. Duarte é líder do prefeito Wagner Rodrigues e foi presidente do legislativo municipal. Ele afirma que mantém parceria com o pré-candidato dentro de um modelo de alianças que varia conforme o município.
Para Duarte, o pré-candidato é hoje “um dos principais apoios” que tem na pré-campanha e afirmou que pretende entrar “de corpo e alma” na eleição dele. Segundo o vereador, a parceria tem peso direto na construção local, onde Campelo “tem ajudado muito”.
A movimentação ocorre após a mudança partidária de Duarte. Ele foi eleito em 2024 pelo PSD, legenda comandada por Laurez no estado, de quem é aliado político. Em 2025, o vereador assumiu a Secretaria de Administração durante a gestão interina de Laurez Moreira entre setembro e dezembro, durante o afastamento do governador Wanderlei Barbosa (Republicanos). Neste ano, deixou o partido durante a janela e se filiou ao PRD para disputar vaga na Assembleia Legislativa.Mesmo com essa trajetória passou a apoiar um nome fora do grupo do vice-governador na disputa pela Câmara Federal
Em Gurupi, o movimento se repetiu. O vereador Pedro Morais (PDT), também ligado a Laurez, declarou apoio público a Campelo. Em vídeo divulgado nas redes sociais, apareceu ao lado do pré-candidato e associou a pré-campanha a um discurso de renovação.
Os dois episódios colocam Campelo em diálogo com bases políticas que orbitam fora do alinhamento da chapa majoritária que ele integra. O vereador é pré-candidato a deputado federal no grupo da senadora Dorinha Seabra (União Brasil), apoiada pelo governador Wanderlei Barbosa, que hoje se encontra em campo distinto do ocupado por Laurez.
Na fase atual da pré-campanha, a montagem das chapas proporcionais tem aberto espaço para alianças que não seguem, de forma automática, a divisão da disputa ao governo.
