Condição por comando do PSB teria travado avanço de Cinthia Ribeiro para sigla
14 abril 2026 às 13h33

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Antes de anunciar que permaneceria no PSDB, a ex-prefeita de Palmas, Cinthia Ribeiro, teria mantido conversas com o PSB no Tocantins. As tratativas, segundo relatos de bastidores, envolveram interlocutores ligados ao senador Irajá Abreu, que exerce influência sobre a sigla no estado, embora seja filiado ao PSD.
De acordo com essas versões, a possibilidade de filiação teria encontrado resistência diante de uma condição atribuída a Cinthia: assumir a presidência estadual do PSB. Interlocutores ouvidos reservadamente afirmam que não houve consenso em torno desse ponto, o que teria dificultado o avanço das negociações.
Nesta segunda-feira, 13, durante evento de lançamento da pré-candidatura do ex-governador Mauro Carlesse ao Senado, Irajá fez referência ao papel do PSB no cenário local. Segundo ele, o partido deve caminhar alinhado ao PSD no Tocantins, dentro do grupo político do vice-governador Laurez Moreira, com articulação que inclui o vereador André Caixeta, que assumiu a presidência da sigla.
Nesta terça-feira, 14, Cinthia confirmou publicamente que permaneceria no PSDB. Não há indicação de relação direta entre os movimentos.
O contexto inclui mudanças recentes no PSB no estado. Em janeiro, a presidência regional foi assumida por Roberto César Ferreira de Oliveira, o Cesinha, em articulação ligada a Irajá. Meses depois, na janela partidária, ele deixou a legenda e se filiou ao PRD. Ainda assim, a influência política sobre o partido no Tocantins segue associada ao grupo do senador, segundo relatos de bastidores.
Sem avanço nas conversas, a alternativa de migração perdeu força. Cinthia decidiu permanecer no PSDB, onde afirma que pretende enfrentar divergências internas.
