Gomes fala em “perseguição” a Bolsonaro, cita Flávio para 2026 e cobra governo sobre CPI do Master
25 maio 2026 às 23h38

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Presidente do partido no estado, o senador Eduardo Gomes usou o encontro estadual do PL Mulher, realizado na noite desta segunda-feira, 25, em Palmas, para reforçar o discurso de defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, atacar o que classificou como “perseguição política” e projetar o cenário eleitoral nacional de 2026. Durante discurso a militantes e lideranças do partido, Gomes afirmou que a disputa presidencial “está novamente empatada” e citou o senador Flávio Bolsonaro como nome do PL para a Presidência da República.
“Acontece que não combinaram com o povo. Quando não combinam com o povo, o que acontece é isso. Qualquer tipo de armação dura uma semana, duas semanas, ela volta para o eixo e a eleição está novamente empatada”, declarou o senador. Na sequência, Gomes afirmou que existe uma “insatisfação” no país que permaneceria até o pleito de outubro de 2026 e disse que o PL elegerá “o Flávio Bolsonaro presidente da República”.
Gomes também afirmou que Bolsonaro “não tinha nada mais do que um número para disputar a eleição e um sonho dentro do coração” quando venceu a disputa presidencial de 2018 e voltou a associar o ex-presidente a pautas como “família”, “direito de propriedade” e “liberdade de expressão”.
Sem citar diretamente episódios recentes envolvendo o nome de Flávio Bolsonaro, Gomes também fez referências ao que chamou de “narrativas” políticas e afirmou que Bolsonaro segue influente. “Na política mundial, não existe uma pessoa a ser perseguida tanto quanto Jair Bolsonaro tem sido perseguido e se manter o tempo todo conectado com a população”, afirmou.
A fala ocorre dias após a circulação de áudio envolvendo Flávio e o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, com pedido de dinheiro do senador para o projeto do filme sobre seu pai, episódio explorado por adversários políticos nas últimas semanas.
Master e CPI
Após o evento, questionado pelo Jornal Opção Tocantins sobre o caso, Gomes afirmou que o partido conhece o conteúdo da conversa e negou relação de Flávio com a estrutura do governo federal ou com operações ligadas ao banco. “A gente sabe exatamente o que ele falou, a gente sabe que ele não tinha nenhuma estrutura de governo para participar de todo o imbróglio que envolve o Banco Master”, disse.
Gomes também afirmou que a oposição assinou o pedido de CPI, mas responsabilizou o governo federal pela falta de avanço da investigação. “Nós todos assinamos. O governo não acelerou. Então o governo tem que se justificar”, declarou.
Bancada estadual
Durante a entrevista, o senador também comentou a preparação do PL para as eleições proporcionais de 2026 no Tocantins. Segundo ele, a legenda trabalha para manter a maior bancada da Assembleia Legislativa e aposta em nomes ligados ao eleitorado bolsonarista e à presença feminina no partido.
Gomes citou os atuais deputados estaduais da legenda e destacou os nomes da vereadora Débora Guedes, da ex-prefeita Nilmar Ruiz e do vereador professor Deley, de Paraíso do Tocantins, como peças da estratégia eleitoral do PL no estado.
“Já somos a maior bancada e vamos lutar para continuar sendo”, afirmou.
