A disputa interna no PSD sobre a composição da chapa ao Senado para 2026 ganhou novos contornos após o senador Irajá Abreu afirmar que a aliança com o PT continua mantida e que as articulações em andamento ainda fazem parte da construção eleitoral. A manifestação foi divulgada nesta quarta-feira, 8, após o vice-governador Laurez Moreira contestar o lançamento de Ivanete Lima como pré-candidata ao Senado e defender que a vaga deveria ser destinada ao ex-deputado federal Paulo Mourão.

Em nota, Irajá afirmou que as movimentações realizadas neste período de pré-campanha fazem parte do processo de construção eleitoral, com testes de cenários, composições e sondagens antes da convenção partidária marcada para 20 de julho.

O senador defendeu o lançamento de Ivanete Lima, apresentada pelo PSD como pré-candidata ao Senado, e afirmou que o nome foi articulado pelo presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab. Segundo Irajá, a candidatura da líder comunitária e assistente social pode fortalecer o partido na disputa pelo Senado e no projeto majoritário para o Governo do Tocantins.

Irajá também comentou a participação do ex-governador Mauro Carlesse nas articulações. Carlesse manifestou apoio à candidatura majoritária e colocou-se à disposição para ocupar uma das suplências na chapa.

Apesar da nova composição anunciada, o senador buscou reforçar que a aproximação com o PT permanece em andamento. Ele afirmou que existe diálogo para que uma das suplências seja indicada por um integrante do partido e classificou a aliança como “fundamental” para o projeto eleitoral.

A declaração também reafirma o posicionamento de Irajá em relação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O senador disse que mantém apoio à reeleição do petista e que a defesa do legado do governo federal é uma posição “inegociável”.

A manifestação ocorre após Laurez afirmar que o PSD havia firmado compromisso com o PT para reservar uma vaga ao Senado a Paulo Mourão. O vice-governador disse ainda que não havia sido informado sobre a coletiva em que Ivanete foi anunciada e declarou que manteria o acordo político firmado anteriormente.

Com a disputa exposta publicamente, o PSD passa a enfrentar o desafio de conciliar diferentes interesses dentro da legenda antes da definição oficial da chapa para as eleições de 2026.