Eduardo Siqueira veta projeto que previa desconto ou isenção em uso de espaços públicos e proposta de trabalho remoto para servidores
09 março 2026 às 10h11

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O prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos (Podemos), vetou dois projetos aprovados pela Câmara Municipal. As decisões foram comunicadas ao Legislativo nas mensagens nº 7 e nº 8 de 2026, publicadas no diário oficial da última sexta-feira, 6.
Um dos vetos atinge o Autógrafo de Lei nº 8, que previa a concessão de desconto ou isenção de taxas relacionadas ao uso de espaços públicos do município. O projeto também atribuía a uma secretaria municipal a análise e autorização para a concessão do benefício.
Na mensagem enviada à câmara, o prefeito afirma que a proposta cria atribuições para órgãos da administração municipal e trata da gestão de bens públicos. Segundo o executivo, esse tipo de medida depende de iniciativa do próprio prefeito, por envolver organização administrativa da prefeitura.
O texto também aponta que a concessão de descontos ou isenções pode representar renúncia de receita. A legislação federal exige que projetos desse tipo apresentem estimativa de impacto orçamentário e financeiro. De acordo com a prefeitura, o projeto não incluiu esse estudo durante a tramitação.
O segundo veto recai sobre o Autógrafo de Lei nº 9, que institui uma modalidade específica de trabalho remoto para um grupo de servidores municipais.
Segundo o executivo, a proposta trata do regime jurídico do funcionalismo público. A Constituição Federal e a Lei Orgânica de Palmas estabelecem que projetos sobre regras aplicáveis a servidores devem partir do chefe do poder executivo.
A prefeitura afirma que a iniciativa parlamentar nesse tipo de matéria caracteriza vício formal no processo legislativo.
Nos dois casos, o prefeito cita pareceres da Procuradoria-Geral do Município que apontaram inconstitucionalidade nas propostas.
Os vetos seguem agora para análise da Câmara Municipal, que pode manter a decisão do executivo ou derrubá-la por votação dos vereadores.
