O vereador Palmas, Vinícius Pires (Republicanos), divulgou nota técnica com novos detalhes da ação popular que questiona a terceirização da gestão das UPAs Norte e Sul de Palmas. O processo tramita na 2ª Vara da Fazenda Pública da capital.

A ação contesta o contrato firmado pela Prefeitura com a Irmandade Santa Casa de Misericórdia de Itatiba, estimado em R$ 139 milhões por ano, com possibilidade de alcançar R$ 700 milhões em cinco anos. O vereador sustenta que a contratação ocorreu sem chamamento público.

A nota reúne argumentos já apresentados no processo, como apontamentos sobre registros da entidade no Tribunal de Contas de São Paulo e questionamentos sobre informações prestadas na fase de habilitação. Também menciona a ausência de consulta ao Conselho Municipal de Saúde e o não registro do contrato no sistema do Tribunal de Contas do Tocantins dentro do prazo.

O documento cita ainda o pagamento inicial de R$ 11,6 milhões e a contratação de profissionais pela entidade após o avanço das contestações judiciais.

Segundo a nota, o Ministério Público do Tocantins e a Defensoria Pública do Estado do Tocantins se manifestaram no processo, com pedidos relacionados à suspensão do contrato.

A Prefeitura de Palmas e a entidade citada defendem a legalidade da contratação na ação. O caso segue em análise no Judiciário.

Leia também: Defensoria pede ingresso em ação sobre UPAs e reforça questionamentos do MPTO contra terceirização em Palmas

TCE/TO intima secretária de saúde de Palmas a explicar contrato das UPAs e recomenda que gestão não inicie execução

MPTO vê indícios de ilegalidade e pede suspensão de terceirização das UPAs de Palmas

Santa Casa reage ao MPTO e tenta barrar ação que ameaça contrato de R$ 139 milhões em Palmas

Prefeitura já pagou R$ 11,59 milhões à Santa Casa; MP aponta ilegalidade em autorização antes de contrato ter validade jurídica