Os eleitores de Goiatins, no norte do Tocantins, terão três cargos para escolher nas urnas neste domingo, 25. Além de participar do segundo turno das eleições para presidente da República e governador do Estado, a população do município também vai eleger um novo prefeito e vice-prefeito, em votação suplementar convocada pela Justiça Eleitoral devido à cassação dos mandatos dos gestores eleitos em 2024.

A disputa municipal será entre Dida Filgueiras (Podemos) e Max Luz (Solidariedade), que concorrem ao comando da prefeitura até dezembro de 2028. O novo pleito ocorre seis meses depois de o Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO) cassar os mandatos do então prefeito Manoel Natalino (Republicanos) e do vice-prefeito Zé Américo Filho (PDT), por abuso de poder econômico e captação ilícita de votos.

De acordo com o TRE-TO, a eleição suplementar será realizada com a mesma estrutura disponibilizada para o segundo turno das eleições gerais, incluindo urnas eletrônicas, locais de votação e equipes de mesários. No momento do voto, os eleitores de Goiatins deverão escolher, nesta ordem, os candidatos a governador, presidente da República e prefeito.

Atualmente, a administração municipal está sob responsabilidade da vereadora Lilian Maria Ribeiro (Republicanos), que assumiu a prefeitura na condição de presidente da Câmara Municipal, em julho deste ano. Ela chegou a registrar candidatura para a eleição suplementar, mas desistiu de concorrer.

Apesar da retirada da candidatura, a fotografia e o número de Lilian continuarão aparecendo na urna eletrônica, uma vez que a desistência ocorreu próximo à data da votação. Conforme a Justiça Eleitoral, os votos eventualmente registrados para a chapa serão considerados nulos.

Cassação dos mandatos

A realização de uma nova eleição em Goiatins foi determinada em consequência da decisão do Pleno do TRE-TO que, em abril de 2026, reconheceu a prática de abuso de poder econômico e captação ilícita de votos e cassou os mandatos de Manoel Natalino e Zé Américo Filho.

Os dois recorreram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e solicitaram a suspensão dos efeitos da decisão enquanto o recurso fosse analisado. O pedido, entretanto, foi negado pelo ministro Adolfo Amaro Mendes, presidente da Corte, que determinou o cumprimento do acórdão e o afastamento imediato dos gestores.

Com a saída do prefeito e do vice, a presidência da Câmara Municipal assumiu temporariamente a administração de Goiatins, até a escolha de novos representantes pela população.

A defesa de Manoel Natalino e Zé Américo Filho informou que aguarda a reversão da decisão no TSE e a absolvição de ambos. O resultado da eleição suplementar definirá quem ficará à frente do Executivo municipal durante o período restante do mandato, previsto para terminar em 31 de dezembro de 2028.