Alta de até R$ 1,02 no diesel na origem preocupa setor de combustíveis no Tocantins
18 setembro 2026 às 13h17

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O aumento dos preços dos combustíveis praticado pela Refinaria de Mataripe, na Bahia, em 17 de setembro, colocou o mercado de diesel no radar do setor de revenda no Tocantins. O Sindiposto-TO afirma acompanhar os efeitos da alta e chama atenção para o peso que os custos de origem, distribuição e logística podem exercer sobre os preços praticados no Estado.
Segundo a entidade, a Acelen, responsável pela refinaria baiana, elevou em R$ 0,8289 por litro o preço do diesel S-10 antes da mistura com biocombustível. Considerando a mistura, o impacto indicado foi de R$ 0,7046 por litro. No diesel S-500, o aumento foi de R$ 1,0289 no produto puro e de R$ 0,8746 após a mistura.
A gasolina A também sofreu reajuste. A elevação informada foi de R$ 0,1507 por litro no produto puro, com impacto indicado de R$ 0,1025 no combustível já misturado.
Para o Sindiposto-TO, a movimentação na Refinaria de Mataripe não deve ser observada apenas sob a perspectiva do mercado baiano. A unidade tem relevância para o abastecimento das regiões Norte e Nordeste, e alterações nos preços de origem podem repercutir em outros mercados, especialmente onde os custos de transporte são elevados.
No Tocantins, o impacto potencial é associado principalmente à dependência do transporte rodoviário e às grandes distâncias percorridas pelos combustíveis até chegarem aos municípios. O diesel também é considerado estratégico para setores como transporte de cargas e produção agrícola.
A entidade ressalta, porém, que o preço pago pelo consumidor na bomba não é definido exclusivamente pelo posto. A formação do valor envolve diferentes etapas, incluindo produção ou importação, refino, distribuição, tributação, mistura de biocombustíveis e logística.
Na ponta da cadeia, segundo o sindicato, o revendedor compra o combustível das distribuidoras pelo preço disponível no momento da aquisição e precisa considerar despesas como estoque, capital de giro, folha de pagamento, custos operacionais e financeiros.
O Sindiposto-TO também afirma que não antecipa preços nem recomenda reajustes aos estabelecimentos. Cada posto, segundo a entidade, possui autonomia para definir seus valores de acordo com seus custos, estoques e condições comerciais.
A preocupação central neste momento está concentrada no diesel, devido à sua participação no transporte rodoviário e, consequentemente, na circulação de mercadorias e alimentos e nas atividades ligadas ao agronegócio.
A entidade defende ainda que eventuais fiscalizações ou discussões públicas sobre os preços dos combustíveis considerem todos os elos da cadeia de abastecimento, e não apenas o valor cobrado pelo revendedor.
“Não é razoável analisar apenas o último elo e ignorar tudo o que aconteceu antes dele. Do poço ao posto, o preço é consequência, não decisão”, afirmou o presidente do Sindiposto Tocantins, Wilber Silvano de Sousa Filho.
