A candidata ao governo do Tocantins, Professora Dorinha (União Brasil), afirmou estar otimista com o resultado do segundo turno e defendeu mais respeito às mulheres na política ao chegar para votar no Colégio Mackenzie, neste domingo, 25. Em entrevista, a senadora também avaliou a campanha e disse que acompanhará a apuração em casa, sozinha, antes de se encontrar com apoiadores, independentemente do resultado.

Questionada sobre o aprendizado da disputa como única candidata mulher, Dorinha afirmou que a participação feminina na política ainda enfrenta dificuldades relacionadas ao respeito e que essa discussão precisa alcançar a educação e as relações cotidianas.

“Nós não queremos flor do Dia da Mulher. Nós não queremos favor, nem perfume, nem presente. Queremos respeito”, declarou. Segundo a candidata, o tema ultrapassa sua trajetória individual. “Não é a Dorinha, é a mulher que precisa ser respeitada.”

A senadora também mencionou a invisibilidade de grupos vulneráveis, entre eles os povos indígenas, e defendeu que suas necessidades sejam consideradas nas políticas públicas. Ao tratar da presença feminina nos espaços de decisão, afirmou que pretende desenvolver ações na educação voltadas ao reconhecimento e ao respeito às mulheres.

Sobre a expectativa para o resultado das urnas, Dorinha disse estar confiante na mobilização construída ao longo da disputa. Ao responder se conseguiu conquistar votos de eleitores que escolheram Laurez Moreira no primeiro turno, afirmou que a campanha buscou preservar os apoios já obtidos e ampliar o diálogo com quem ainda não havia definido o voto ou tinha escolhido outros candidatos.

“Nós trabalhamos, conversamos com todo mundo. Eu acho que o nosso trabalho foi para manter os votos que nós tínhamos, mas também trazer os indecisos, que votaram em outras pessoas”, afirmou.

Diálogo e plano de governo

No balanço da campanha, Dorinha destacou encontros com representantes da saúde, da educação, do agronegócio e de outros setores econômicos, além de conselhos ligados aos direitos das mulheres, de crianças e adolescentes e conselheiros tutelares.

Segundo a candidata, as conversas nos municípios contribuíram para a construção do plano de governo, que poderá receber alterações a partir das demandas apresentadas durante a campanha. Entre os exemplos, citou pedidos relacionados a rodovias estaduais e às necessidades de atividades econômicas locais.

“O plano de governo, eu acho que nunca foi tão conhecido. Normalmente é um documento que é entregue por força de uma legislação. Falamos muito do plano de governo”, declarou.

Apuração em casa

Dorinha afirmou que manterá o hábito de acompanhar a contagem dos votos sozinha, em casa, e que, depois da definição da disputa, pretende encontrar os apoiadores, como fez no primeiro turno.

“Depois da apuração, qualquer que seja o resultado, eu vou estar junto com as pessoas”, disse.

Ao deixar uma mensagem aos tocantinenses, a candidata pediu que os eleitores compareçam às urnas e avaliem a história e o trabalho de quem disputa o comando do Estado e do país. “A nossa expectativa é que as pessoas possam exercer o seu direito a voto, seja qual for a escolha. Não vote em branco, não deixe de votar”, afirmou.