Ataídes apresenta plano de governo com redução da máquina pública, regionalização da saúde e reforço na segurança
12 agosto 2026 às 14h47

COMPARTILHAR
O candidato ao governo do Tocantins Ataídes de Oliveira (Novo) apresentou o Plano Estratégico de Governo 2027–2030, batizado de “Projeto Novo Tocantins”. O documento estabelece as principais diretrizes para uma eventual gestão e tem como pilares a responsabilidade fiscal, a redução da estrutura administrativa, a transparência e a gestão baseada em metas.
Segundo o plano, o diagnóstico apresentado pela candidatura aponta problemas de gestão pública relacionados à corrupção, à política de favores e à falta de eficiência administrativa. A proposta é reorganizar a máquina estadual e estabelecer metas mensuráveis para as secretarias.
Reforma administrativa e controle dos gastos
Uma das principais medidas previstas é a redução da estrutura administrativa para aproximadamente 18 secretarias. O plano também propõe a criação de um núcleo central de governança para acompanhar indicadores de desempenho e o cumprimento das metas estabelecidas para cada área.
Na área fiscal, a candidatura prevê a revisão de contratos e cargos comissionados e a adoção de medidas para aproximar os gastos com pessoal do limite de 49% da Receita Corrente Líquida.
Nos primeiros 100 dias, a proposta é realizar um diagnóstico financeiro completo do Estado, além de um inventário das obras paralisadas e uma revisão dos contratos considerados críticos.
Saúde regionalizada e reforço na segurança
Na saúde, o projeto estabelece como prioridade a regionalização do atendimento. A proposta prevê o fortalecimento dos hospitais de Dianópolis, Paraíso do Tocantins, Porto Nacional, Gurupi e Augustinópolis, com o objetivo de reduzir a concentração de atendimentos na capital.
O plano também prevê a realização de um censo das filas por consultas, exames e cirurgias e a ampliação do uso da telemedicina. A intenção é identificar a demanda reprimida e organizar o atendimento de acordo com as necessidades de cada região.
Para a segurança pública, a candidatura estabelece a meta de ampliar os efetivos em até 5 mil policiais militares e 2 mil policiais civis. O documento também prevê investimentos em inteligência, videomonitoramento e integração de informações.
Educação com foco em alfabetização e ensino técnico
Na educação, o foco está na alfabetização na idade certa, na redução da evasão escolar e na ampliação do ensino técnico.
A proposta é relacionar a formação profissional às características econômicas de cada região do Tocantins, aproximando a qualificação dos estudantes das oportunidades existentes no mercado de trabalho.
Agroindustrialização e infraestrutura
O plano também dedica um eixo ao desenvolvimento econômico e à industrialização. A candidatura defende o estímulo à agroindustrialização, com agregação de valor à produção tocantinense por meio de atividades como frigoríficos, laticínios e processamento de grãos.
A regularização fundiária aparece como outra medida prevista para ampliar a segurança jurídica dos produtores.
Na infraestrutura, o projeto estabelece a manutenção permanente das rodovias, articulação com a Ferrovia Norte-Sul e expansão do saneamento e da conectividade digital, principalmente em áreas rurais.
Menos burocracia e governo digital
O projeto propõe mudanças no ambiente de negócios, com redução da carga tributária sobre energia, internet e combustíveis e simplificação dos processos de licenciamento ambiental, com critérios técnicos e prazos definidos.
Outra frente é a digitalização dos serviços públicos. A candidatura prevê a criação de uma plataforma única para atendimento ao cidadão e a integração das bases de dados do governo, com o objetivo de reduzir a necessidade de apresentação repetida de documentos e diminuir a burocracia.
O Detran também está entre os órgãos citados para modernização.
Integridade e políticas sociais
Na área de integridade, o plano prevê o fortalecimento da Controladoria, programas de integridade nas secretarias e maior transparência sobre gastos públicos e cumprimento de metas.
Já no desenvolvimento social, a proposta é combinar assistência social com qualificação profissional, buscando ampliar a autonomia econômica das famílias em situação de vulnerabilidade.
O documento também prevê ações para enfrentar o déficit habitacional por meio de parcerias e programas de regularização fundiária urbana.
Primeiros 100 dias
O plano estabelece que as ações dos primeiros 100 dias funcionariam como uma etapa inicial para organizar as contas públicas, identificar obras e contratos prioritários e estruturar as medidas necessárias para a execução das metas previstas para os quatro anos de governo.
