Com o apoio de nove parlamentares da bancada federal do Tocantins, o requerimento para a criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que pretende investigar possíveis irregularidades envolvendo o Banco Master atingiu o quórum mínimo exigido pela Constituição Federal para ser instalado no Congresso Nacional.

O pedido foi apresentado pelo deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) e, segundo a assessoria do parlamentar, reúne 229 assinaturas, sendo 196 de deputados federais e 33 de senadores. Para a criação de uma CPMI, são necessárias ao menos 171 assinaturas de deputados e 27 de senadores, número que foi superado.

Quem assinou no Tocantins

Entre os deputados federais do Tocantins, assinaram o requerimento:

  • Ricardo Ayres (Republicanos)
  • Tiago Dimas (Podemos)
  • Eli Borges (PL)
  • Filipe Martins (PL)
  • Alexandre Guimarães (MDB)
  • Vicentinho Júnior (PP)
  • Carlos Gaguim (União Brasil)

O deputado Antônio Andrade (Republicanos) não subscreveu o pedido.

No Senado Federal, apenas o senador Eduardo Gomes (PL), representante do Tocantins, assinou o requerimento. A senadora Dorinha Seabra (União Brasil) e o senador Irajá Abreu (PSD) não aderiram à proposta.

Próximos passos

Com o quórum alcançado, o requerimento para a criação da CPMI será analisado pelo presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), a quem cabe a leitura do pedido em sessão do Congresso Nacional e a adoção dos procedimentos formais para instalação da comissão, incluindo a definição da relatoria.

Objeto da investigação

De acordo com o texto do requerimento, a CPMI pretende apurar supostas irregularidades financeiras, incluindo a emissão de títulos sem lastro, uso de empresas de fachada e possíveis vínculos do Banco Master com esquemas de lavagem de dinheiro. As acusações constam no documento apresentado pelos parlamentares e ainda não foram analisadas no âmbito da comissão, que depende de instalação formal para iniciar os trabalhos.