Condenado pelo caso Eliza Samudio, goleiro Bruno é preso no RJ após descumprir regras da liberdade condicional
08 maio 2026 às 08h24

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Dois meses após ser considerado foragido da Justiça, o goleiro Bruno Fernandes foi preso na noite de quinta-feira, 7, em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro. Condenado pelo assassinato da modelo Eliza Samudio, o ex-jogador do Flamengo teve a prisão decretada após descumprir condições impostas pela liberdade condicional.
O mandado foi expedido em 5 de março pela Vara de Execuções Penais do Rio de Janeiro. Segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), Bruno deixou de cumprir uma série de determinações judiciais, entre elas a atualização de endereço, obrigação que, conforme o órgão, não era realizada havia três anos.
Ainda de acordo com o MPRJ, o goleiro também desrespeitou horários de recolhimento, frequentou locais proibidos e realizou viagens sem autorização judicial. Entre os episódios apontados está uma ida ao Acre, em fevereiro, para atuar pelo Vasco-AC, sem autorização da Justiça. Após a viagem, ele não retornou ao regime semiaberto no prazo determinado.
O Ministério Público também citou a presença do ex-atleta em partidas no Maracanã, no Rio de Janeiro, e em um estádio de Minas Gerais, situações consideradas incompatíveis com as regras estabelecidas para a liberdade condicional.
A prisão ocorreu no bairro Porto da Aldeia. Segundo a Polícia Militar, Bruno não apresentou resistência durante a abordagem e colaborou com os agentes. Após ser localizado, ele foi encaminhado para a 125ª Delegacia de Polícia, em São Pedro da Aldeia, onde o mandado foi cumprido. Na sequência, o caso foi transferido para a 127ª DP, em Búzios, responsável pelos procedimentos legais.
Conforme o comando do 25º BPM, de Cabo Frio, a ação foi resultado de um trabalho conjunto entre os setores de inteligência da Polícia Militar do Rio de Janeiro e da Polícia Militar de Minas Gerais.
Bruno Fernandes foi preso em 2010 pelo assassinato de Eliza Samudio, caso que teve repercussão nacional e internacional. Em 2013, ele foi condenado a mais de 22 anos de prisão pelos crimes de homicídio, ocultação de cadáver, sequestro e cárcere privado.
A investigação concluiu que Eliza foi morta após cobrar do goleiro o reconhecimento da paternidade do filho dos dois, Bruninho Samudio, atualmente goleiro das categorias de base do Botafogo.
O ex-jogador permaneceu em regime fechado até 2019, quando passou ao semiaberto. Em 2023, a Justiça concedeu liberdade condicional.
