Diesel pode ficar mais caro em estados fora de programa de subsídio do governo federal, diz ministro da Fazenda
02 abril 2026 às 16h08

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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o preço do diesel poderá ser mais alto nos estados que não aderirem ao programa de subvenção proposto pelo governo federal para conter os impactos da alta do petróleo.
A declaração foi feita em entrevista exibida nesta quarta-feira, 1º de abril de 2026. Segundo o ministro, a medida provisória que regulamenta o programa já está alinhada com a maioria dos estados, e a expectativa é de que as unidades que ainda não aderiram reconsiderem a decisão.
A proposta do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva prevê um subsídio adicional de R$ 1,20 por litro na importação de diesel, com custo dividido entre União e estados, por um período inicial de dois meses. O benefício se soma a medidas já anunciadas anteriormente, como a isenção de PIS/Cofins e um subsídio de R$ 0,32 por litro, elevando o total para até R$ 1,52 por litro.
Até o momento, ao menos 21 estados e o Distrito Federal sinalizaram adesão ao programa. Entre eles estão Bahia, Goiás, Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul. Outros estados ainda não confirmaram participação ou aguardam a publicação oficial da medida provisória para análise.
A iniciativa surge como alternativa à proposta de zerar o ICMS sobre o diesel importado, que enfrentou resistência por parte dos governos estaduais.
De acordo com o Ministério da Fazenda, o custo total da subvenção pode variar entre R$ 3,5 bilhões e R$ 4 bilhões. Com a divisão das despesas, o impacto direto para a União deve ficar em até R$ 2 bilhões.
O governo federal também avalia a possibilidade de adotar medidas semelhantes para conter a alta de preços do gás de cozinha e do querosene de aviação, caso os efeitos do cenário internacional sobre o petróleo se intensifiquem.
Apesar da pressão nos gastos, Durigan afirmou que a equipe econômica mantém a previsão de responsabilidade fiscal em 2026 e aposta que a alta do petróleo pode ampliar a arrecadação, especialmente por meio dos resultados da Petrobras.
