Durante coletiva de imprensa realizada em Palmas, que reuniu sindicatos e associações ligados à segurança pública para declarar apoio à sua candidatura, a senadora Professora Dorinha Seabra (União Brasil), candidata ao governo do Tocantins, rebateu questionamentos sobre seu alinhamento com Flávio Bolsonaro (PL) e afirmou que não mudou de posição política. A parlamentar defendeu sua trajetória partidária, citou a relação com a família Bolsonaro e fez críticas ao adversário no segundo turno, o deputado federal Vicentinho Júnior (PSDB).

Entre as entidades que manifestaram apoio à candidata estão o Sindicato dos Policiais Civis do Estado do Tocantins (Sinpol-TO), o Sindicato de Peritos Oficiais do Estado do Tocantins (Sindiperito), representantes do sistema socioeducativo, a Liga Sindical Tocantinense (Liga) e associações militares, incluindo a Associação dos Praças Militares do Estado do Tocantins (Apra-TO).

“O nosso lugar continua o mesmo. Eu só tive um partido na minha vida. Quem quiser saber quem é a Dorinha consulta o Congresso Nacional”, afirmou. Segundo a senadora, as mudanças de nome e as fusões partidárias não alteraram suas posições. “O meu perfil de centro e de direita sempre foi o mesmo lugar. Eu não mudei de lugar. O meu partido é o mesmo. O partido mudou de nome”, declarou.

Dorinha também citou a aprovação do novo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), em 2020, como exemplo de sua capacidade de diálogo com parlamentares de diferentes correntes ideológicas. A senadora, que participou da articulação da proposta na Câmara dos Deputados, destacou que a mudança tornou o fundo permanente e ampliou a participação da União no financiamento da educação básica.

Ao tratar da relação com a família Bolsonaro, Dorinha lembrou que recebeu apoio de Jair Bolsonaro (PL) na eleição ao Senado, em 2022, e afirmou que a aproximação política não começou na atual campanha. Ela também citou a atuação do governo Bolsonaro durante a aprovação do novo Fundeb.

“Não é agora não, meu amigo. Vai estudar. Vai acompanhar”, disse, ao responder aos questionamentos sobre seu apoio a Flávio Bolsonaro na disputa presidencial.

A candidata afirmou ainda que mantém relação política com Flávio no Senado e que a declaração de apoio dele à sua candidatura ao governo estadual foi uma decisão voluntária. “Poderia ficar neutro, não era obrigado a tomar posição. Ele fez uma escolha”, declarou.

A senadora também recorreu à eleição municipal de Palmas, em 2024, para criticar Vicentinho Júnior. Dorinha afirmou que manteve o compromisso com a então candidata Janad Valcari (PP), apesar da entrada de Eduardo Siqueira Campos (Podemos) na disputa. Segundo ela, o adversário adotou postura diferente ao mudar de posição durante o processo eleitoral.

“Eu não fiz igual ao meu concorrente, que estava no palanque da Janad, elegeu seus vereadores lá com a estrutura dela e pulou de lugar. Eu continuo no mesmo lugar”, afirmou.

Dorinha atribuiu à manutenção dos compromissos políticos o apoio que recebe atualmente de Janad e do prefeito Eduardo Siqueira Campos, que estiveram em lados opostos na eleição municipal. “Hoje, por isso, eu tenho apoio da Janad e tenho apoio do Eduardo. Porque aqui não tem deslealdade. Quando a gente faz uma escolha, a gente mantém aquela escolha com respeito”, disse.