Enfermeira morta pelo ex-marido tinha medida protetiva; vizinhos tentaram salvá-la durante ataque
28 julho 2026 às 11h21

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A enfermeira Morgana Vieira Monteiro, de 45 anos, vítima de feminicídio na noite desta segunda-feira, 27, em Palmas, tinha uma medida protetiva de urgência contra o ex-marido, Lelito Tavares Barbosa, de 49 anos. A informação foi confirmada pela Secretaria da Segurança Pública (SSP).
Segundo testemunhas, a enfermeira tentou escapar das agressões ao se trancar no banheiro da residência, localizada na quadra 1503 Sul. Vizinhos ouviram os gritos, tentaram ajudá-la e acionaram a Polícia Militar.
Conforme a SSP e a Polícia Militar, o suspeito pulou o muro da casa e invadiu o imóvel, surpreendendo a vítima. Quando os policiais chegaram ao local, o homem já havia fugido armado com uma pistola.
As buscas mobilizaram equipes do Batalhão de Polícia de Choque, do Grupo de Operações com Cães (GOC) e do Batalhão de Operações Especiais (Bope). Cerca de quatro horas depois, Lelito foi localizado escondido em uma área de mata na região da quadra 1503 Sul.
Segundo a PM, durante a abordagem o suspeito atirou contra o cão do GOC e, em seguida, contra os policiais. Os militares revidaram, o homem foi baleado e morreu no local, apesar do acionamento do socorro.
Morgana era enfermeira assistencial na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Porto Nacional e técnica em enfermagem no Centro de Atendimento Socioeducativo de Palmas (Case). Ela deixa duas filhas. O velório será realizado na Feira Municipal Moacir Sotero, em Tocantínia.
O caso é investigado pela Polícia Civil como feminicídio.
Medida protetiva
A Secretaria da Segurança Pública confirmou que Morgana possuía uma medida protetiva de urgência contra o ex-marido. O órgão não informou quando a decisão judicial foi concedida nem se havia registros recentes de descumprimento da determinação.
Feminicídios no Tocantins
O caso ocorre em meio ao aumento dos feminicídios no estado. Conforme o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o Tocantins registrou 20 vítimas de feminicídio em 2025, um aumento de 52,8% em relação a 2024, quando foram contabilizados 13 casos. Em 2026, até 13 de julho, a Secretaria da Segurança Pública havia registrado cinco feminicídios.
