Fazenda avaliada em quase R$ 20 milhões é alvo de sequestro judicial em nova fase da Operação Dolos
19 agosto 2026 às 15h15

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Uma fazenda localizada no Pará foi alvo de sequestro judicial nesta quarta-feira, 19, durante a segunda fase da Operação Dolos, conduzida pela 1ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (1ª DEIC – Palmas), da Polícia Civil do Tocantins. O imóvel aparece em documentos reunidos ao longo das investigações com valor indicado de quase R$ 20 milhões. A ação faz parte da Operação Renorcrim, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).
Segundo as investigações, a propriedade teria sido registrada em nome de uma pessoa que estaria sendo utilizada como “laranja”. As diligências realizadas até o momento indicam que a proprietária formal da fazenda não apresentaria capacidade financeira compatível com a aquisição de um patrimônio desse valor.
A segunda fase da operação decorre das apurações sobre a atuação de um grupo investigado por suspeita de estelionato qualificado e lavagem de dinheiro. Conforme o inquérito, o esquema teria provocado um prejuízo estimado em aproximadamente R$ 9 milhões a um empresário do setor farmacêutico.
A primeira fase da Operação Dolos ocorreu em 24 de junho, quando a Polícia Civil cumpriu 12 mandados de busca e apreensão contra pessoas investigadas.
Com a continuidade das investigações, a Polícia Civil pretende esclarecer a origem dos recursos utilizados na compra da fazenda e apurar a participação dos envolvidos na possível ocultação do patrimônio. A decisão judicial que determinou o sequestro impede a venda ou a transferência do imóvel enquanto seguem as apurações relacionadas à aquisição da propriedade.
O inquérito também verifica uma possível participação do grupo em licitações realizadas por municípios do Tocantins. Para essa etapa, a Polícia Civil aguarda informações do Tribunal de Contas, que serão utilizadas para analisar a regularidade dos processos e a efetiva execução dos serviços contratados.
As diligências permanecem em andamento para localizar outros possíveis bens que possam ter sido adquiridos com recursos relacionados ao esquema investigado e verificar a eventual participação de outras pessoas nas condutas apuradas.
