O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) visitou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na manhã desta terça-feira, 13, em Brasília, após o encerramento da suspensão de visitas imposta pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O encontro durou cerca de uma hora e foi o primeiro desde a retomada da autorização pelo ministro Alexandre de Moraes.

Flávio chegou por volta das 9h40 à residência do pai, no Jardim Botânico, onde o ex-presidente cumpre prisão domiciliar. Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tramar um golpe de Estado.

Na saída, o senador afirmou que o pai estava satisfeito com o resultado do primeiro turno das eleições. “Agora, eu falando como filho, fico muito feliz de poder dar um abraço no meu pai, olhar no olho dele e ver que ele está bem”, declarou à imprensa.

Restrições eleitorais continuam

Moraes autorizou a retomada dos encontros na segunda-feira, 12, após um pedido apresentado pela defesa do ex-presidente em, 5 de outubro. A suspensão de 90 dias havia sido determinada em julho, depois que Flávio recolheu uma carta do pai durante uma visita e divulgou seu conteúdo nas redes sociais, descumprindo medidas judiciais.

A carta continha uma manifestação de apoio de Jair Bolsonaro à candidatura do filho à Presidência.

Embora tenha liberado as visitas, o ministro manteve a proibição de encontros com finalidade político-eleitoral e de divulgação de manifestos ou declarações do ex-presidente, inclusive por terceiros. Os horários e as demais regras anteriormente estabelecidas também permanecem.

A decisão prevê a comunicação à Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal e ao diretor do Núcleo de Custódia da Polícia Militar do DF, responsáveis pela supervisão da prisão domiciliar.

Senador criticou suspensão

Na segunda-feira, 12, após participar de uma missa na Catedral de Brasília em homenagem a Nossa Senhora Aparecida, Flávio comemorou a autorização e criticou a restrição.

O candidato afirmou estar ansioso pelo reencontro e classificou a decisão que o impediu de visitar o pai como “sem critério nenhum, nenhum amparo legal”.