Governador cobra solução para ponte de Pedro Afonso e diz que Funai e Ibama travam desvio em reserva indígena
02 julho 2026 às 13h24

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O governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa (Republicanos), aproveitou a presença do ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, nesta quinta-feira, 2, para cobrar do governo federal uma solução para a interdição da ponte sobre o Rio Sono, em Pedro Afonso. Durante a abertura do Seminário Tocantins Logística 2045, no Palácio Araguaia, o governador afirmou que o estado enfrenta dificuldades para implantar um acesso provisório porque a alternativa passa por uma área de reserva indígena e depende de autorizações da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
No discurso, Wanderlei classificou a situação como um entrave que compromete a mobilidade da população e a logística de transporte em uma região estratégica do estado. Segundo ele, a interdição da estrutura federal obrigou moradores e transportadores a recorrerem à travessia por balsa, afetando municípios como Pedro Afonso, Santa Maria do Tocantins, Recursolândia e Bom Jesus do Tocantins.
“Hoje nós estamos sofrendo com um ponto, ministro, e eu sei que o senhor vai nos ajudar nisso”, afirmou, dirigindo-se ao representante do governo federal. Em seguida, pediu que a demanda fosse levada ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). “O DNIT interditou uma ponte de uma BR. Estamos com dificuldade para fazer a infraestrutura na margem direita porque existe uma reserva indígena. Ficamos barrados na burocracia do licenciamento pelo próprio Ibama e pela própria Funai, que não permitem que façamos e nem permitem que o DNIT faça”, disse.
O governador afirmou que a discussão sobre infraestrutura precisa partir de problemas considerados básicos, antes de avançar para projetos de longo prazo. Segundo ele, não faz sentido discutir corredores logísticos e escoamento da produção enquanto comunidades permanecem isoladas por falta de condições de tráfego. “Temos que ir para o básico. O básico é garantir ao cidadão tocantinense o direito de ir e voltar e assegurar o escoamento da produção”, pontuou.
Wanderlei também ampliou as cobranças ao governo federal ao citar outras obras de responsabilidade da União que, segundo ele, continuam sem execução. Mencionou a reconstrução das rodovias afetadas após o desabamento da ponte entre Aguiarnópolis e Estreito, além de trechos entre Araguatins, Augustinópolis, Axixá do Tocantins, Araguaína, Filadélfia, Aguiarnópolis e Tocantinópolis. De acordo com o governador, os convênios foram firmados, mas as intervenções ainda não saíram do papel.
Ao encerrar o tema, Wanderlei disse que a cobrança não tem motivação política, mas decorre das dificuldades enfrentadas pela população. “Isso não é ser chato. É um sofrimento que, se eu não falo, recai sobre o Tocantins e sobre o tocantinense”, finalizou.
