Justiça converte em preventiva prisão de médico e estudante suspeitos de atirarem contra casa de professora em Gurupi
16 outubro 2026 às 09h23

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A Justiça do Tocantins converteu em preventivas, nesta quinta-feira, 15, as prisões do médico José Aristides Campelo Cabral e de seu irmão, o estudante de medicina Pedro Campelo Cabral. Os dois são investigados por suspeita de participação em um ataque a tiros contra a residência e a clínica de uma médica e professora universitária, ocorrido na madrugada de quarta-feira, 14, em Gurupi, no sul do estado.
Com a decisão judicial, os irmãos permanecem presos enquanto prosseguem as investigações conduzidas pela 3ª Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Gurupi. O caso foi inicialmente registrado como tentativa de homicídio, mas também são apurados possíveis crimes de disparo de arma de fogo em local público, dano qualificado, porte ilegal de arma e resistência à prisão.
Uma das hipóteses investigadas é de que o ataque esteja relacionado a desentendimentos acadêmicos. Pedro teria sido reprovado em disciplinas ministradas pela professora na Universidade de Gurupi (UnirG) e enfrentava a possibilidade de uma nova reprovação no semestre em andamento.
Mais de 20 tiros foram disparados contra os imóveis da docente. Imagens de câmeras de segurança registraram uma caminhonete branca passando em frente à residência no momento do ataque. Os filhos da professora estavam dentro da casa, mas ninguém ficou ferido.
Prisão ocorreu após localização de veículo suspeito
Os irmãos foram localizados pela polícia ainda na quarta-feira, 14, depois que um dos veículos investigados foi encontrado estacionado nas proximidades de uma boate de Gurupi.
No estabelecimento, os policiais abordaram os dois suspeitos, que consumiam bebidas alcoólicas. Segundo o boletim de ocorrência, houve resistência à abordagem, sendo necessário o uso de força física para contê-los.
Durante a vistoria no automóvel, os agentes encontraram uma pistola calibre 9 milímetros, acompanhada de documentação regular. Os irmãos foram encaminhados à Central de Flagrantes.
Embora tenham negado envolvimento nos disparos, os investigados admitiram que estiveram no endereço da professora durante a madrugada. Eles alegaram que pretendiam convidar os filhos da docente para um passeio de bicicleta, justificativa contestada pelos moradores.
Um dos irmãos também informou possuir registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC), mas relatou que suas armas haviam sido apreendidas anteriormente em decorrência de uma ocorrência relacionada à Lei Maria da Penha.
Professora pede proteção e universidade abre apuração
Após o ataque, a professora ingressou com pedido de medida protetiva contra os dois investigados. A Universidade de Gurupi informou que instaurou um procedimento administrativo interno para apurar o episódio e que está prestando assistência à docente e aos familiares.
A instituição também declarou que colabora com as autoridades policiais e que a apuração interna respeitará o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa.
O Conselho Regional de Medicina do Tocantins (CRM-TO) informou que acompanha o caso e poderá adotar providências no âmbito de suas atribuições éticas e legais em relação ao médico investigado.
A defesa dos irmãos não havia apresentado manifestação até a última atualização das informações disponíveis.
*Com informações da TV Anhnaguera
