O Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO) solicitou que a página no Instagram denominada “Direita Palmense” (@direitapalmense), de responsabilidade de Thiago Marasca Moura, retire uma montagem considerada ilegal com a imagem da senadora e pré-candidata ao governo Professora Dorinha (União Brasil) ao lado de maços de dinheiro apreendidos pela Polícia Federal.  Em caso de descumprimento, a ordem prevê multa diária de R$ 5 mil, inicialmente limitada a R$ 50 mil.

Esta é terceira vez que a Justiça expede decisão contra condutas ilegais de Thiago Marasca e a página. Em todos os casos, os ataques foram contra Dorinha. Nesta ocasião, a página realizou uma publicação de um inquérito aberto para apurar a origem e o destino de cerca de R$ 900 mil apreendidos durante uma movimentação bancária em Palmas e afirmava, sem confirmação oficial, que o deputado estadual Nilton Franco (União Brasil) seria a pessoa conduzida à sede da PF. Na montagem da foto, ele teria colocado Nilton ao lado de Dorinha, que, de acordo com o TRE-TO, não está relacionada à investigação.

A decisão liminar, expedida pelo juiz auxiliar da propaganda eleitoral Roniclay Alves de Morais, diz que a composição criou uma associação sem base nos fatos. “Essa montagem visual estabelece ligação gráfica direta entre a figura da pré-candidata e uma investigação policial de apreensão de valores com a qual não se demonstrou nenhum vínculo”, comentou.

A Federação União Progressista, representada pelo advogado Leandro Manzano, disse que a pré-candidata tem sido alvo de uma sistemática e coordenada campanha de desinformação. “Estamos combatendo essas práticas de forma firme e veemente, com a adoção de todas as medidas judiciais cabíveis, visando à identificação e à responsabilização dos envolvidos, inclusive mediante a aplicação de multas elevadas e o ajuizamento das ações criminais pertinentes”, pontuou.

O juiz também estabeleceu que a publicação poderia induzir o eleitor a erro sobre a imagem de Dorinha. Além da remoção, Thiago Marasca deve se abster de publicar novamente conteúdo com o mesmo teor considerado manipulativo ou descontextualizado. A Meta, empresa responsável pelo Instagram, também foi notificada para tornar o endereço da publicação indisponível.

No julgamento do mérito, Thiago Marasca pode ser multado ou sofrer outras penalizações.

O Jornal Opção Tocantins solicitou posicionamento da página e aguarda retorno.