O Tocantins registrou, em 2025, 17 acidentes de trabalho envolvendo choque elétrico, dos quais 14 resultaram em morte. Os dados representam uma taxa de letalidade de 82%, percentual superior à média nacional, que ficou em aproximadamente 70%, segundo levantamento da Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade (Abracopel).

Em todo o país, foram contabilizados 917 acidentes por choque elétrico ao longo do ano, com 646 mortes. As ocorrências ganham destaque neste mês de abril, quando é celebrado o Dia Mundial da Saúde e Segurança no Trabalho, data voltada à conscientização sobre prevenção de acidentes no ambiente profissional.

De acordo com o levantamento, o contato acidental com a rede elétrica permanece entre as principais causas das ocorrências, especialmente em atividades realizadas nas proximidades da rede. Entre os trabalhadores mais expostos estão profissionais da construção civil, como pedreiros e pintores, além de instaladores de fachadas, letreiros, redes de telecomunicações e trabalhadores rurais.

Ainda segundo a Abracopel, os profissionais da construção civil seguem na liderança do ranking nacional de acidentes com choque elétrico, tendência observada nos últimos anos. Também aparecem entre os grupos com maior incidência eletricistas, técnicos da área elétrica e trabalhadores do campo.

“A segurança de todos, tanto dos nossos colaboradores quanto da população em geral, é a nossa maior prioridade. Os dados sobre acidentes, especialmente envolvendo profissionais que atuam direta ou indiretamente com eletricidade, continuam alarmantes e reforçam a necessidade de intensificarmos a disseminação das boas práticas e o cumprimento rigoroso das normas de segurança, como a NR-10”, afirma a coordenadora de Saúde e Segurança da Energisa Tocantins, Luciana Santos Teixeira.

A coordenadora também destaca a atuação do técnico de segurança do trabalho na prevenção de acidentes dentro das empresas e indústrias. “Esses profissionais atuam na identificação de riscos, elaboração de planos preventivos, treinamentos e inspeções, sendo essenciais para a construção de uma cultura de segurança e para a redução de acidentes”, explica a coordenadora.

Além dos trabalhadores com vínculo formal, o alerta também se estende aos profissionais autônomos que atuam em áreas como construção, serviços e atividades rurais. “É importante ressaltar que a atenção à segurança não se limita aos trabalhadores com vínculo formal. Profissionais autônomos, que atuam em áreas como construção, serviços e atividades rurais, também estão expostos aos riscos elétricos e devem adotar medidas preventivas rigorosas”, finaliza.

Entre as orientações de prevenção estão a avaliação prévia dos riscos em atividades próximas à rede elétrica, o uso de equipamentos de proteção individual, a sinalização de áreas de risco, a realização de treinamentos e o cumprimento das normas técnicas, como a NR-10, além do uso de ferramentas isoladas e certificadas.