Marido e duas filhas são presos por suspeita de homicídio de mulher desaparecida em Gurupi
02 fevereiro 2026 às 14h14

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Três pessoas foram presas temporariamente nesta segunda-feira, 2, durante a operação Sangue do Ventre, deflagrada pela Polícia Civil do Tocantins, no curso das investigações sobre a morte de Deise Carmem de Oliveira Ribeiro, de 55 anos. A mulher havia desaparecido em dezembro de 2025, no município de Gurupi, e o corpo foi localizado no dia 1º de janeiro de 2026, no rio Santa Teresa, na zona rural de Peixe.
Os presos são o marido e duas filhas da vítima. Em Palmeirópolis, a polícia deteve J.R.R., de 54 anos, esposo de Deise. No mesmo município, foi presa R.O.R., de 31 anos, uma das filhas do casal. Já em Palmas, foi cumprido o mandado de prisão contra a segunda filha, D.O.R., de 26 anos. As prisões são temporárias, com prazo inicial de 30 dias.
A operação foi conduzida pela 94ª Delegacia de Polícia de Peixe e contou com a participação de equipes da 8ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Deic – Gurupi), da 5ª Delegacia de Palmas, da Delegacia Especializada de Polícia Interestadual, Capturas e Desaparecidos (Polinter), do Grupo de Operações Táticas Especiais (Gote) e de policiais civis da Delegacia de Palmeirópolis.
Segundo o delegado responsável pelo inquérito, João Paulo Sousa Ribeiro, os elementos colhidos na investigação indicam que o assassinato teria sido motivado por conflitos familiares. Conforme apurado, a vítima foi morta a facadas e o corpo foi lançado no rio, em uma tentativa de ocultação do crime.
“Foi um crime de extrema gravidade, marcado não só pela violência, mas também pela tentativa de obstruir a Justiça e enganar a polícia. Esta investigação foi minuciosa e realizada através de uma força tarefa de várias unidades para conseguir chegar a esta resposta satisfatória para a sociedade”, disse. Além do homicídio, os investigados também devem responder por tentativas de atrapalhar o fluxo processual.
O secretário de Segurança Pública, Bruno Azevedo, comentou sobre a atuação das equipes envolvidas na apuração do caso. “As equipes envolvidas na investigação conseguiram atuar de forma rápida para desvendar um caso complexo. É mais um sinal do compromisso da Segurança Pública e da Polícia Civil do Tocantins com a investigação qualificada e célere dos crimes que ocorrem em nosso estado”, afirmou.
Além dos mandados de prisão, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão em endereços localizados em Palmas e Palmeirópolis. Um aparelho celular pertencente a uma das suspeitas foi apreendido e encaminhado para perícia. Os três presos permanecem à disposição da Justiça, e o inquérito policial será concluído dentro do prazo legal.
