Mineração, tecnologia e logística dominam rodada de perguntas da indústria aos candidatos ao Governo do Tocantins
27 agosto 2026 às 13h50

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O segundo bloco do debate entre os candidatos ao Governo do Tocantins, promovido pela Federação das Indústrias do Estado do Tocantins (FIETO) e pela TV Jovem Record, nesta quinta-feira, 27, foi dedicado a perguntas elaboradas pelo setor industrial. Os temas envolveram mineração, inovação, educação, meio ambiente, infraestrutura e integração comercial.
Além da apresentação de propostas, o bloco também foi marcado por críticas à gestão pública, principalmente em relação à burocracia, incentivos fiscais, infraestrutura e qualidade dos serviços estaduais.
Mineração e recursos para o Estado
O candidato Witer Naves (PSOL) respondeu a uma pergunta sobre o crescimento da atividade minerária no Tocantins. Ele defendeu a criação de um plano diretor de mineração para organizar o setor e afirmou que o Estado precisa aproveitar melhor seu potencial.
Witer também criticou a chamada Lei Kandir, que isenta exportações de produtos primários de ICMS, e afirmou que a legislação reduz a capacidade de arrecadação dos estados produtores.
Segundo ele, é necessário discutir mudanças para garantir mais recursos ao Tocantins e permitir investimentos em infraestrutura e serviços públicos relacionados à expansão da mineração.
Tecnologia e inovação
A Professora Dorinha (União Brasil) respondeu sobre investimentos em ciência, tecnologia e inovação. A candidata afirmou que pretende ampliar a integração entre governo, universidades e institutos federais para estimular pesquisa e desenvolvimento.
Ela defendeu a criação de ambientes voltados à inovação, como parques tecnológicos, e afirmou que a tecnologia deve ser usada também para melhorar áreas como segurança pública e produtividade no campo.
“A tecnologia vai ocupar um espaço central no meu governo, assim como a educação”, declarou.
Ambiente de negócios e incentivos
Vicentinho Júnior (PSDB) respondeu sobre medidas para tornar o Tocantins mais competitivo para a indústria. O candidato criticou o que chamou de “apadrinhamento familiar” na administração pública e defendeu mudanças na relação entre governo e setor produtivo.
Vicentinho afirmou que o Estado possui recursos disponíveis para desenvolvimento regional, mas que faltam projetos estruturantes para atrair investimentos.
Ele também destacou a necessidade de qualificação profissional e citou a atuação do Sistema S como parceiro na preparação de trabalhadores.
Educação e formação profissional
Ataídes Oliveira (Novo) respondeu sobre os desafios da educação pública e afirmou que o primeiro passo para melhorar a área seria combater o que chamou de “corrupção, favores políticos e má gestão”.
O candidato defendeu a realização de concursos públicos para professores e afirmou que pretende ampliar escolas de tempo integral.
Ataídes também criticou contratos e indicações políticas na administração pública e disse que o Estado precisa melhorar infraestrutura escolar, acesso à internet e segurança nas unidades de ensino.
Meio ambiente e licenciamento
Laurez Moreira (PSD) respondeu sobre políticas ambientais e afirmou que é necessário fortalecer os órgãos responsáveis pela área.
O candidato criticou a atuação do Naturatins e disse que o órgão precisa priorizar a política ambiental em vez de interesses políticos.
Laurez também defendeu melhorias no processo de licenciamento ambiental para evitar demora na instalação de empreendimentos, mas afirmou que o crescimento econômico deve ocorrer com preservação ambiental.
Infraestrutura e logística
Du Pereira (DC) respondeu sobre transporte, energia e saneamento. O candidato afirmou que a precariedade das estradas prejudica produtores e estudantes do interior do Estado.
Ele defendeu a recuperação permanente das rodovias, melhorias em pontes e investimentos na BR-010. Também criticou o custo da energia elétrica no Tocantins e afirmou que pretende buscar redução das tarifas.
Comércio exterior e industrialização
O subtenente Luiz Carlos (Democrata) respondeu sobre a necessidade de transformar produtos primários em mercadorias industrializadas no Estado.
O candidato criticou a carga tributária e afirmou que empresários enfrentam excesso de pressão por parte do poder público.
Segundo ele, o Tocantins precisa criar melhores condições para manter empresas e atrair novas indústrias.
“Se não baixar o imposto, se não abrir as portas do Palácio para os empresários, as indústrias não vêm para cá”, afirmou.
Ao longo do bloco, os candidatos reforçaram diferentes visões sobre desenvolvimento econômico: enquanto alguns defenderam maior planejamento estatal e investimento em tecnologia, outros concentraram o discurso na redução da burocracia, impostos e ampliação do apoio ao setor privado
